Antes de determinar a prisão do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, o ministro Alexandre de Moraes pediu um parecer sobre o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão se manifestou contrário à prisão, defendendo que fosse realizada somente busca e apreensão e quebra dos sigilos telefônico e telemático.
O magistrado do Supremo Tribunal Federal (STF), contudo, optou por desconsiderar a orientação da PGR e determinou também a prisão de Vasques, a pedido da Polícia Federal. O ex-diretor-geral da PRF foi detido nesta quarta-feira (9/8) em Florianópolis, Santa Catarina, suspeito de usar máquina pública para influenciar no processo eleitoral de 2022. Ele chegou à Brasília nesta tarde, onde deverá ficar na sede da PF. Na quinta-feira (10), o ex-diretor da corporação deve seguir para o Complexo Penitenciário da Papuda.
O posicionamento da PGR foi mencionado pelo próprio Moraes em sua determinação.
“Intimada, a Procuradoria-Geral da República encampou parcialmente a representação da autoridade policial, manifestando-se: “tão somente para que seja decretada a busca e apreensão pessoal e domiciliar de Silvinei Vasques em seus endereços profissionais e residenciais, observados os pedidos de acesso aos dispositivos eletrônicos apreendidos e demais consectários acima apontados, e a quebra do sigilo de dados telefônicos e telemáticos”, escreveu o ministro.
Com informações do PN









