No dia seguinte aos violentos ataques a bancos em Araçatuba, no interior de São Paulo, o Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar de SP) já encontrou pelo menos 93 artefatos explosivos espalhados pelos criminosos em diversos pontos da cidade.
De acordo com informações dos militares, o Gate atuou em 16 localidades. Ao todo, 32 artefatos estavam posicionados em via pública, 29 em um caminhão, 13 dentro de uma agência do Banco do Brasil e 19 em carros. Dentro do caminhão foram encontrados 70 cartuchos de emulsão, que seriam usados para detonar explosivos.
Por segurança, as ruas da cidade permanecem bloqueadas até a conclusão do trabalho dos agentes.
Três suspeitos presos
A polícia também prendeu três suspeitos de envolvimento no mega-assalto realizado na madrugada da última segunda-feira (30). De acordo com a corporação, entre os três presos estão um homem e uma mulher detidos na cidade. Eles teriam confessado que faziam a função de olheiros para a quadrilha.
O terceiro suspeito de envolvimento foi preso na região de Campinas. Ele foi encaminhado para Araçatuba e segue detido, de acordo com a Polícia Federal (PF).
A polícia ainda investiga a possível participação no crime de um homem que deu entrada em um hospital de Piracicaba, cidade distante 383 quilômetros de Araçatuba. Ele apresentou ferimentos provocados por armamento pesado. Os nomes dos detidos não foram divulgados.
Os dois moradores de Araçatuba que morreram durante a ação da quadrilha estão sendo velados nesta terça-feira (31): Roberto Bortolucci da Silva, de 38 anos, e Marcio Victor Possa da Silva, de 34. Além deles, um integrante da quadrilha, que não teve o nome revelado pela polícia, também morreu.
Os agentes federais participam da investigação dos ataques pelo fato de os dois bancos roubados, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, serem ligados à União.







