Posse de Lula: deputados pedem investigação sobre aumento de preços de hotéis no DF

Foto: Ricardo Stuckert

O aumento no preço das hospedagens no Distrito Federal para o período da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcada para 5 de janeiro de 2027, levou dois parlamentares a pedir a investigação dos valores cobrados por hotéis e plataformas de aluguel.

O deputado distrital Chico Vigilante (PT) afirmou, nesta terça-feira (3), que acionou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Instituto de Defesa do Consumidor do DF (Procon-DF) para que sejam tomadas providências. Durante sessão na Câmara Legislativa (CLDF), ele criticou os reajustes e afirmou que há estabelecimentos cobrando até R$ 25 mil por uma diária.

Já o deputado distrital Fábio Félix (PSol), eleito deputado federal em 2026, pediu que o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) investigue possíveis cobranças abusivas. Ele também encaminhou uma representação ao Procon-DF.

Um levantamento, que considerou 369 ofertas com preços disponíveis, identificou diárias até 23 vezes mais caras para o período da posse, entre 4 e 6 de janeiro, em comparação com a semana seguinte. Em um dos casos, uma hospedagem que custaria R$ 532 no dia 12 de janeiro aparece por R$ 12,5 mil em 5 de janeiro.

A alta também foi identificada em plataformas como Airbnb e Booking. No Airbnb, uma diária anunciada por R$ 290 na semana seguinte chega a R$ 3,6 mil durante a posse. No Booking, os valores passam de R$ 467 para R$ 4,5 mil.

No Saint Moritz Hotel, na Asa Norte, a diária passou de R$ 2.277 para R$ 25.300. Já no Hotel Go Inn Taguatinga, o valor subiu de R$ 185 para R$ 9.040, uma diferença de 4.786%.

Fábio Félix ressaltou que o aumento de preços em períodos de maior procura não significa, por si só, uma irregularidade. No entanto, defendeu que as diferenças sejam investigadas para verificar os critérios utilizados na definição das tarifas e se houve práticas abusivas.

Chico Vigilante também criticou a cobrança de valores elevados e afirmou que os reajustes podem afastar visitantes que pretendem acompanhar a cerimônia em Brasília.

Até a publicação das reportagens, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, o Airbnb, a Senacon e o Procon-DF não haviam se manifestado sobre o caso

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