Neste domingo (26/7), o Partido Social Democrático oficializou a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República. A chapa será formada exclusivamente por integrantes da legenda, com o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente.
A confirmação ocorreu durante a convenção nacional do PSD, realizada na sede do partido, no centro de São Paulo. O evento encerrou a fase de pré-campanha e autorizou formalmente Caiado a disputar o Palácio do Planalto nas eleições de outubro.
Aos 76 anos, o ex-governador de Goiás tentará ocupar um espaço de centro-direita entre as candidaturas apoiadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante o discurso, Caiado criticou a polarização política e afirmou que o Brasil precisa de um candidato com experiência administrativa, trajetória conhecida e capacidade para enfrentar a criminalidade.
O candidato voltou a utilizar a segurança pública como uma das principais vitrines da campanha. Ele prometeu levar para o governo federal o modelo adotado em Goiás e defendeu maior integração entre as forças de segurança, endurecimento contra organizações criminosas e recuperação do controle territorial pelo Estado.
Caiado também atacou o Partido dos Trabalhadores e direcionou críticas ao campo bolsonarista. A estratégia indica que o candidato pretende disputar votos conservadores sem se apresentar como uma extensão direta dos dois grupos que dominam o debate nacional.
“Polarização é o máximo da estupidez”, afirmou durante o evento. O ex-governador defendeu que o eleitor avalie os resultados administrativos e o histórico dos candidatos antes de escolher o próximo presidente.
O discurso ainda destacou propostas relacionadas à educação, saúde, equilíbrio fiscal e geração de empregos. Caiado apresentou a gestão de Goiás como exemplo do modelo que pretende implantar no país, com prioridade para segurança pública e responsabilidade nas contas.











