O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira (21) que toda a população brasileira acima dos 18 anos deve ser imunizada com a primeira dose de vacina contra Covid-19 até setembro deste ano. A previsão, segundo o ministro, é uma meta “bastante razoável”. Queiroga manteve o discurso de que, até o fim deste ano, toda a população adulta do país também deverá ser vacinada com as duas doses da vacina.
– Pelo ritmo que nossa campanha vem adquirindo nas últimas semanas, no último mês, já é possível antever que toda a população brasileira acima de 18 anos pode ser imunizada com uma dose da vacina até o mês de setembro. E pelas 600 milhões de doses de que já dispomos, é possível antever também que tenhamos a população brasileira acima de 18 anos vacinada até o final do ano de 2021. O que nós consideramos, dentro das condições de carência de vacina no mundo, uma meta bastante razoável e que faz jus à força e à tradição do nosso Programa Nacional de Imunização – estimou o ministro em audiência pública na Comissão Externa da Covid-19 do Senado.
500 mil mortes
Em sua fala inicial na comissão, Queiroga lamentou as 500 mil mortes por Covid-19 e destacou o trabalho do ministério na aquisição de vacinas. De acordo com o ministro, a pasta já traça planos para uma eventual necessidade de um reforço vacinal contra Covid nos próximos anos, mantendo conversas com farmacêuticas como a Pfizer e a Moderna, além dos esforços na produção de uma vacina totalmente nacional contra a doença.
O ministro também afirmou que, entre os esforços da Saúde para combater a disseminação do vírus, está o início de um nova política de testagem contra doença, afirmando que, além de ser necessária uma testagem maior na atenção primária, dedicada a pacientes sintomáticos, é preciso iniciar a testagem em pacientes assintomáticos em ambientes de grande circulação, como rodoviárias e aeroportos.
– O Brasil testou pouco, e, em função disso, nós não tivemos uma política mais apropriada de isolamento dos casos positivos, bem como de seus contactantes – afirmou o ministro.
Para Queiroga, nesta nova fase de testagem, além do esforço da pasta, será necessário também o apoio da iniciativa privada.
– É fundamental, além dessa iniciativa pública, que tenhamos a parceria da iniciativa privada, testando os funcionários para que aqueles casos positivos sejam afastados e consigamos conciliar o combate à pandemia da Covid-19 com um retorno organizado e sustentável das atividades econômicas – pontuou o ministro.
Aulas Presenciais
Marcelo Queiroga também disse que não é necessário que professores tomem as duas doses da vacina contra Covid-19 para dar início ao retorno das aulas presenciais no país. Para o ministro, uma política mais incisiva de testagem contra a doença já permitiria a volta às aulas no segundo semestre deste ano.
– No meu entendimento, não é fundamental que todos os professores estejam imunizados com duas doses para o retorno das aulas. Com a estratégia adequada de testagem, podemos compatibilizar o retorno das aulas com a identificação dos casos positivos e, a partir daí, ter, já no segundo semestre, o retorno de aulas – argumentou à comissão do Senado.
Com informações do Pleno News










