O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e dois advogados acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a suspensão da exibição do filme Dark Horse durante o período eleitoral de 2026.
A ação foi protocolada nesta terça-feira (19) e também é assinada pelos advogados Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas, e Reinaldo Santos de Almeida.
No pedido, os autores afirmam que a circulação do longa às vésperas das eleições pode gerar desequilíbrio na disputa eleitoral. Segundo a petição, a produção poderia funcionar como uma espécie de “campanha paralela” em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados políticos.
O grupo pede que o TSE proíba, em caráter de urgência, a exibição, distribuição, publicidade, pré-estreias, trailers patrocinados e eventos promocionais relacionados ao filme durante toda a pré-campanha e campanha eleitoral de 2026, incluindo eventual segundo turno. Eles também solicitam a suspensão até que sejam esclarecidas as informações sobre o financiamento e a divulgação da obra.
O filme retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro. O trailer foi divulgado nesta terça-feira em meio à repercussão sobre os recursos usados na produção. Segundo informações divulgadas, o projeto recebeu R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Também nesta terça-feira, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que se encontrou com Daniel Vorcaro após o empresário deixar a prisão. Segundo o parlamentar, a conversa ocorreu porque o banqueiro estava impedido de deixar o estado de São Paulo.
“Fui, sim, ao encontro dele para botar um ponto final nessa história. Dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não correria risco”, declarou o senador.
O pedido apresentado pelos autores ainda será analisado pelo TSE.









