O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou na quarta-feira (21/10) a suspensão de 20 postagens nas redes sociais contra o presidente Lula (PT), candidato à reeleição. A decisão classifica as publicações como ilegais.
A medida atinge postagens do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno, e dos deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO), Mario Frias (PL-SP) e Gilvan da Federal (PL-ES). Todos ficaram proibidos de publicar as mesmas mensagens novamente.
O pedido foi feito pela campanha de Lula, que acusou aliados de Flávio de compartilhar deepfakes, conteúdos criados artificialmente para prejudicar candidatos. A ação citou publicações de 32 perfis, que somam 1,4 milhão de seguidores e 23,8 mil postagens. Segundo a campanha, as postagens anônimas criam “percepção de rejeição generalizada a Lula, fato que não corresponde à realidade”.
Na semana passada, o TSE proibiu a Meta de limitar o alcance de publicações sobre Lula e Flávio no Facebook. Pela decisão, a empresa não pode reduzir a distribuição, tirar das recomendações nem restringir as buscas desses conteúdos. A campanha petista também informou ao tribunal que ferramentas de inteligência artificial bloqueavam a criação de imagens sobre Lula, mas permitiam sobre Flávio.
Até a última atualização desta reportagem, Flávio e os deputados não haviam comentado a decisão. O segundo turno será no domingo (25/10).









