A audiência pública realizada na Câmara Municipal de Taboão da Serra nessa quinta-feira (28/9) para discutir o orçamento estadual de 2024 terminou em confusão e pancadaria devido a uma disputa política local. Apoiadores do atual prefeito José Aprígio da Silva (Podemos) e do ex-prefeito Fernando Fernandes (PSDB) iniciaram uma discussão durante a reunião organizada pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que foi interrompida antes do previsto.
Aprígio e Fernandes estão em lados opostos na corrida pela Prefeitura de Taboão da Serra no próximo ano, e esse foi o pano de fundo da briga. Os dois estavam presentes na sessão desta quinta e, segundo relatos, houve troca de provocações entre os grupos adversários a todo momento.
A briga, que começou dentro do plenário, fez com que a sessão fosse cancelada antes mesmo do fim dos discursos. Durante a reunião, o deputado Gilmaci Santos (Republicanos), que presidia a sessão, pediu que as pessoas ficassem calmas. No entanto, no momento da fala do também deputado Luiz Claudio Marcolino (PT), houve uma briga.
Em vídeos divulgados nas redes sociais, é possível ver troca de empurrões e socos. Santos encerrou a audiência pública. Na parte de fora da Casa, a confusão continuou e a guarda municipal teve que intervir.
A sessão faz parte de um conjunto de audiências públicas sobre o orçamento estadual do ano que vem, que estão sendo realizadas pela Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da Alesp em diversas cidades do Estado de São Paulo. O objetivo dos encontros é ouvir população, prefeitos e vereadores e coletar as principais demandas das regiões, que devem ser contempladas pelo orçamento de R$ 307,7 bilhões previsto para 2024.
Por nota, deputada Analice Fernandes (PSDB), mulher do ex-prefeito, afirmou que foi ofendida por pessoas que estavam na Câmara.
“Infelizmente, parte das pessoas presentes não entenderam o objetivo da audiência pública realizada pela Alesp, que tinha como finalidade discutir as prioridades regionais para o orçamento de 2024”, afirmou.
Marcolino, vice-presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Assembleia, afirmou que a confusão não reflete a importância do principal objetivo das audiências públicas. A Alesp lamentou o ocorrido e condenou a confusão.
“A Casa repudia qualquer forma de violência que atente contra os direitos individuais e coletivos e contra a democracia” afirmou em nota.









