Vídeo: Deputada ameaça usar lei Maria da Penha contra Erika Hilton

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Nesta quarta-feira (8/4), uma reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados terminou em tumulto, troca de acusações e interrupção dos trabalhos. O estopim da confusão foi uma ofensiva de deputadas da oposição contra a presidente do colegiado, Erika Hilton (PSOL-SP).

A tensão começou durante a discussão de uma tentativa de aprovar uma moção de repúdio à eleição de Erika para o comando da comissão. Parlamentares oposicionistas criticaram publicações feitas pela deputada nas redes sociais e disseram que mulheres se sentiram ofendidas por postagens em que ela usou o termo “imbecis”, grafado com destaque nas letras finais, numa referência às mulheres cisgênero.

No meio do debate, a deputada Socorro Neri (PP-AC) subiu o tom e afirmou que poderia recorrer à Lei Maria da Penha contra Erika Hilton. Em fala dirigida à presidente da comissão, disse que, se fosse confrontada fisicamente, buscaria proteção legal porque Erika, segundo ela, teria “a força de um homem”.

Depois de ouvir críticas em sequência, Erika deixou a cadeira da presidência e foi para a bancada da comissão para responder às declarações. A movimentação elevou ainda mais a tensão no plenário e ampliou o clima de confronto entre parlamentares governistas e oposicionistas.

A situação piorou quando um visitante que acompanhava a sessão passou a ofender verbalmente a deputada Clarissa Tércio (PP-PE). O deputado Delegado Éder Mauro (PL-PA) reagiu, aproximou-se do homem, derrubou o celular que ele segurava e exigiu a retirada dele do local.

Inicialmente, a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) argumentou que não teria competência para barrar a presença do visitante nas dependências da Câmara. Com a escalada da confusão, porém, acionou o Departamento de Polícia Legislativa (Depol), que retirou o homem do plenário.

Diante do tumulto, a sessão foi encerrada. A interrupção ocorreu por iniciativa da deputada Chris Tonietto (PL-RJ), para que parlamentares acompanhassem Clarissa Tércio no registro de boletim de ocorrência. Ao fim, outras deputadas manifestaram solidariedade à congressista pernambucana.

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