Vídeo: Em live, Bolsonaro critica ato terrorista e diz que não terá “tudo ou nada”

Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez, às 10h desta sexta-feira (30/12), um pronunciamento nas redes sociais. A fala ocorreu às vésperas de o atual mandatário do país deixar o comando da Presidência da República.

Depois de semanas longe das transmissões ao vivo, Bolsonaro abriu uma live para fazer um balanço de seu mandato, que termina no sábado (31/12). Logo no início de sua fala, ele condenou o ato criminoso em Brasília e se queixou de que atitudes de violência política no país são atribuídas a “bolsonaristas”.

“Nada justifica, aqui em Brasília, essa tentativa de ato terrorista na região do aeroporto”, afirmou o presidente. “O elemento que foi pego, graças a Deus, que não coaduna com nenhuma situação, mas classificam como bolsonarista. É a maneira da imprenssa de tratar”, completou.

No último sábado, um gerente de posto de combustível do Pará foi preso e confessou ter armado o artefato, alegando que queria “provocar o caos” em protesto contra a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva. George Washington de Oliveira Sousa, de 54 anos, é apoiador do presidente e estava em frente ao Quartel General do Exército junto com outros manifestantes.

Ainda durante o pronunciamento, Bolsonaro declarou que não terá um “tudo ou nada”, mas sim “inteligência”.

“Não tem tudo ou nada. Inteligência. Vamos mostrar que somos diferentes”, declarou. Em sua fala, Bolsonaro disse ainda ter feito o possível pela reeleição, criticou os nomes indicados para o ministério de Lula e disse ter sido alvo de perseguição da imprensa e do Judiciário ao longo de seus quatro anos de mandato. O líder ainda declarou que a nova gestão começa “capenga”.

Segundo Bolsonaro, seus ministros são “técnicos”. “Compare os nossos ministros com os indicados pelo opositor”, disse.

O presidente acenou, durante a live, a seus apoiadores que estão na porta de quarteis desde sua derrota para Lula, no fim do segundo turno das eleições. Bolsonaro afirmou que “está prevista a posse dia 1 de janeiro” e que buscou “dentro das leis saída para isso aí”, mas não encontrou apoio.

“Tudo dentro das quatro linhas. Ninguém quer uma aventura. Ou vivemos uma democracia ou não vivemos. Mas agora até dentro das quatro linhas voce tem que ter apoio. Em nenhum momento fui procurado para fazer nada de errado, violentando seja o que for”, disse.

“Até hoje eu fiz a minha parte dentro das quatro linhas. Mas tem que ter apoio do parlamento, de alguns do Supremo, de outras instituições. Não pode acusar a mim você que quer resolver o assunto. O caminho não é fácil.”

No pronunciamento, Bolsonaro afirmou que não pode “fazer algo que não seja bem-feito que os efeitos colaterais não sejam danosos demais”. “Tudo hoje em dia tem reflexões no mundo todo”, declarou.

O presidente ainda disse que “o bem vai vencer” e falou sobre os novos políticos eleitos, que formarão um Congresso mais conservador a partir de 2023.

“Tenham certeza, não vai demorar muito tempo, o Brasil vai voltar ao eixo da normalidade, da prosperidade, da ordem, do progresso, do respeito (…). O Brasil não sucumbirá”, completou.

Veja o vídeo do pronunciamento:

 

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