Vídeo: “Filhos não são instrumento de vingança”: polícia enquadra crime em Itumbiara como violência vicária

Foto: Reprodução

Um dia após a tragédia que abalou Itumbiara (GO), o caso em que o secretário de Governo Thales Naves Alves Machado, 40 anos, matou os dois filhos e depois tirou a própria vida voltou ao centro do debate público. Em vídeos publicados nas redes sociais, a delegada da Polícia Civil de São Paulo Raquel Gallinati reforçou que o episódio não deve ser tratado como “crime passional”, mas como um exemplo de violência extrema contra crianças usada para atingir emocionalmente a mãe.

Segundo a delegada, quando um homem mata os próprios filhos e, em seguida, comete suicídio, não se trata de um gesto ligado a amor ou desespero, mas de um ataque direto à mulher. “Quando o homem mata os próprios filhos e depois tira a própria vida, não estamos diante de uma tragédia passional. Os filhos não são instrumento de vingança”, afirmou. Em outro trecho, ela reforça: “Os filhos não são uma extensão de um conflito da relação. O alvo é a mãe. Não é desespero, não é amor distorcido. Ele não matou por amor, matou por controle”.

Thales Machado era genro do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo, e ocupava o cargo de secretário de Governo do município. Casado há cerca de 15 anos com a mãe das crianças, ele atirou contra os filhos, de 12 e 8 anos, na noite de quarta-feira (12/2). O mais velho, Miguel Araújo Machado, não resistiu e morreu. O caçula passou por cirurgia e segue internado em estado gravíssimo na UTI do Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos.

Raquel Gallinati destacou que conflitos conjugais, como traição ou separação, não justificam violência, e alertou que crimes desse tipo costumam ser precedidos por sinais claros de risco, como controle excessivo, ameaças, ciúme patológico e comportamento possessivo. A Polícia Civil de Goiás instaurou procedimento para apurar todos os detalhes do caso, que segue em investigação.

Se você sofre ameaças, violência doméstica ou nota comportamentos de controle e agressividade em relações afetivas, procure ajuda em canais oficiais, como o 190, o 180 ou as delegacias especializadas. Denunciar pode evitar novas tragédias e proteger crianças e mulheres em situação de vulnerabilidade.

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