Nesta segunda-feira (13/7), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de tentar interferir nas eleições de 2026.
A reação ocorreu após o magistrado impedir o parlamentar de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante 90 dias.
A restrição alcança praticamente todo o período de campanha e termina depois do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Flávio é pré-candidato à Presidência e sustenta que o afastamento dificulta o diálogo político com o ex-presidente.
A decisão foi tomada depois que o senador divulgou nas redes sociais uma carta escrita por Jair Bolsonaro. No documento, o ex-presidente defendia a união da família e manifestava apoio ao projeto eleitoral do filho.
Moraes entendeu que a publicação pode ter violado as regras impostas a Bolsonaro, que está proibido de usar redes sociais direta ou indiretamente, inclusive por meio de terceiros. A defesa foi chamada a explicar a elaboração e a divulgação da carta.
A acusação de interferência representa a avaliação política de Flávio e não uma conclusão confirmada sobre a decisão judicial. O fundamento apresentado pelo ministro está ligado ao possível descumprimento das medidas aplicadas ao ex-presidente.
O afastamento ocorre no momento em que Flávio tenta consolidar sua candidatura e organizar alianças para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Jair Bolsonaro, mesmo impedido de disputar eleições, continua sendo uma figura central para a direita. Por isso, o contato com o ex-presidente tem peso na definição de estratégias, apoios e discursos de campanha.
O episódio amplia o confronto entre a família Bolsonaro e Moraes. O senador já havia acusado anteriormente o ministro de agir para desequilibrar a disputa eleitoral, enquanto o magistrado sustenta que suas decisões buscam garantir o cumprimento das determinações judiciais.
Até o momento, não há informação sobre eventual recurso contra a proibição das visitas.









