Vídeo: Lula diz que salário mínimo seria menor que R$ 900 sem o PT

Foto: Reprodução/ TV Globo

O presidente Lula (PT) afirmou, no debate da TV Globo de sexta-feira (23/10), que o salário mínimo seria inferior a R$ 900 se não fosse a política de valorização adotada nos governos petistas. Hoje, o piso nacional é de R$ 1.621.

Lula abriu o embate perguntando a Flávio Bolsonaro (PL) se ele sabia quanto valeria o mínimo sem os reajustes concedidos nos governos dele e de Dilma Rousseff. “Se não fosse o governo do PT aumentar o salário mínimo acima da inflação, colocando o PIB no orçamento”, disse o presidente, o piso seria “menos de 900 reais”.

Flávio rebateu prometendo o mesmo tipo de reajuste. “Eu vou reajustar o salário mínimo acima da inflação para combater a sua fake news”, respondeu. O senador argumentou que o salário do trabalhador já não compra o mesmo no supermercado, atribuiu o endividamento das famílias ao governo federal e citou inflação, juros e carga tributária. No mesmo tema, Flávio fez referência aos “nove dedos” de Lula, que perdeu um dedo em um acidente de trabalho em uma metalúrgica nos anos 1960.

A conta do presidente se sustenta. Quando Lula assumiu, em janeiro de 2003, o mínimo era de R$ 200. Corrigido apenas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para reajustar o piso, esse valor equivaleria hoje a cerca de R$ 720. Mesmo partindo dos R$ 240 fixados em abril de 2003, já com o primeiro aumento do governo petista, o resultado ficaria perto de R$ 870, ainda abaixo de R$ 900. Checagens feitas durante a transmissão também classificaram a afirmação como verdadeira.

A política de valorização somava a inflação do ano anterior ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Ela foi adotada no segundo mandato de Lula e transformada em lei em 2011. A regra deixou de valer em 2020, e, nos anos seguintes, os reajustes praticamente só repuseram a inflação. A fórmula voltou em 2023, mas desde 2025 o ganho real está limitado a 2,5% ao ano pelo arcabouço fiscal.

O debate foi o último encontro entre os dois candidatos antes do segundo turno, marcado para este domingo (25/10). A votação vai das 8h às 17h, no horário de Brasília.

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