Vídeo: “Tenho qualquer coisa que eu quiser” diz Lula sobre acesso à saúde

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um discurso polêmico durante a inauguração do Hospital Costa das Baleias, em Teixeira de Freitas, Bahia, ao comparar o acesso que ele tem a médicos, com a falta de alcance dos mais pobres a recursos para tratamentos de saúde.

O petista começou sua fala citando sua história pessoal, de enfrentar a fome, enchentes e dificuldades financeiras. Em seguida, disse que o Brasil tem tudo para dar certo.

“A seca é um fenômeno da natureza. A fome por conta da seca é falta de vergonha na cara das pessoas que governaram este país por 500 anos” disse ele.

“A questão da saúde, eu tenho experiência de vida, experiência de moleque pobre da periferia que tinha que ia atrás de um benzedor, porque a gente não tinha médico pra ir e, depois a experiência de ser deputado federal e ter o médico que eu quisesse pago pelo Câmara ou ser presidente da República, o médico que eu quiser, a máquina que eu quiser para fazer exame” disse.

E continuou:

“Ao contrário do pobre que não tem condições de fazer uma ressonância magnética, uma fotografia do coração ou do pulmão (sic). E é preciso que o Estado tenha vergonha de garantir tudo que a gente pode oferecer”.

Em outra parte do discurso, Lula afirmou que conversou com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, de que há um problema na saúde pública quando o médico da UPA indica um especialista e o paciente não consegue se consultar com esse profissional.

“Eu tenho oncologista, eu tenho ortopedista, eu tenho qualquer coisa que eu quiser, porque eu morei em uma casa de 33 metros quadrados com mulher, sogra, três filhos e dois cachorros e hoje moro no Palácio, porque vocês me colocaram lá” declarou.

Em seguida, o petista prometeu que irá garantir que os brasileiros também tenham acesso a consultas com especialistas e exames.

“Eu sei o que é ter as coisas e não ter, e nós, Nísia, nós só vamos consertar este país quando todo mundo tiver acesso a primeira consulta e depois tiver acesso a segunda consulta, a imagens, a gente não pode esperar nove meses, dez meses, senão a gente morre”.

Assista:

*PN

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