A criação das regiões administrativas da 26 de Setembro e da Ponte Alta avançou nesta quinta-feira (28) após as propostas receberem aprovação unânime do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan).
Com a decisão, os projetos seguem agora para análise da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Caso sejam aprovados pelos deputados distritais e sancionados pelo Governo do Distrito Federal, as novas regiões administrativas serão oficializadas por meio de publicação no Diário Oficial do DF.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), os estudos técnicos levaram em consideração análises urbanísticas e também sugestões apresentadas pela população durante audiências públicas promovidas pela Secretaria de Governo (Segov).
O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz, afirmou que a determinação do governo foi dar agilidade ao processo sem deixar de cumprir as etapas técnicas e legais necessárias.
Já o secretário de Governo, Takane Kiyotsuka, destacou que a proposta busca ampliar a infraestrutura, os serviços públicos e a qualidade de vida da população das duas regiões.
A futura região administrativa da 26 de Setembro possui cerca de 13,8 milhões de metros quadrados e aproximadamente 29,3 mil moradores, de acordo com dados do DF Legal. A expectativa é que a criação da nova estrutura administrativa e o avanço da regularização fundiária ajudem a acelerar melhorias em áreas como pavimentação, drenagem, iluminação pública, transporte, segurança, educação e saúde.
Moradores da região comemoraram a aprovação no conselho. Rogério Bezerra, representante da Rua 2 da 26 de Setembro, afirmou que o avanço representa uma conquista importante para a comunidade após anos de espera.
O administrador regional de Vicente Pires, Anchieta Coimbra, também destacou a mobilização dos moradores ao longo dos anos em busca do reconhecimento da região.
Representante da Associação de Moradores da Vila Nova Gama (Amoving), a conselheira Maíra Torquato afirmou que a criação das regiões administrativas deve trazer mais atenção às demandas locais e ampliar os serviços oferecidos à população.






