Nesta segunda-feira (20/04), a Associação Brasileira de Portais de Notícias (ABBP) divulgou uma nota pública em que se manifesta sobre ataques dirigidos a veículos digitais de comunicação do Distrito Federal e informa que já adotou providências na esfera judicial. No documento, a entidade cita nominalmente Gim Argello, José Roberto Arruda e o ex-cabo Vitório.
Na nota, a ABBP afirma que os portais associados exercem atividade jornalística com base em fatos e menciona, como exemplo, a divulgação de uma decisão judicial que condenou o ex-cabo Vitório ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais ao capitão Márcio Batista Gomes, além de outras medidas, entre elas retratação pública. A entidade sustenta que a publicação desse tipo de decisão integra o exercício regular do jornalismo.
O texto também aborda a distribuição de publicidade oficial no Distrito Federal. Segundo a associação, os contratos e recebimentos de empresas de comunicação são divulgados no Portal da Transparência do Governo do Distrito Federal, e a administração pública local está obrigada por lei a destinar parte desses espaços publicitários a pequenos portais e blogs. A ABBP informa ainda que essa norma foi regulamentada em dezembro de 2025.
Outro ponto destacado pela entidade é que a regra sobre publicidade oficial deve ser aplicada independentemente do governo em exercício no Palácio do Buriti. No entendimento da associação, a medida está ligada à pluralidade informativa e ao fortalecimento de empresas locais de comunicação.
Ao final, a ABBP informa que está tomando medidas judiciais em resposta ao que classificou como calúnias e injúrias propagadas pelo ex-cabo Vitório, com pedidos de responsabilização nas esferas cível e criminal. A nota encerra reafirmando compromisso com a liberdade de imprensa, o direito à informação e a defesa dos veículos que atuam no Distrito Federal.
Veja a nota na íntegra:








