Os dois homens acusados de matar e esquartejar Sidnei Martins de Oliveira, de 56 anos, começaram a ser julgados pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (4). Antes do início do julgamento, testemunhas foram ouvidas sobre o caso, ocorrido em abril de 2025, no Distrito Federal.
Os réus são Augusto Cesar Nunes Romano, de 23 anos, e Gerson de Sousa Basílio, de 52. Ambos confessaram o crime, mas apresentaram versões diferentes sobre a motivação do homicídio.
Segundo as investigações da Polícia Civil, Sidnei, que vivia em situação de rua, passou a noite do crime ingerindo bebida alcoólica com os dois acusados. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que os três entraram em um prédio por volta das 3h40, próximo ao local onde partes do corpo da vítima foram encontradas posteriormente.
De acordo com a polícia, Sidnei foi morto com golpes de faca e tesoura na região do pescoço e do abdômen. A investigação aponta que Augusto, proprietário do apartamento, limpou o imóvel após o crime e ficou responsável por descartar as partes do corpo.
As imagens de segurança também mostram que, às 9h33, Augusto e Gerson deixaram o apartamento juntos. Horas depois, por volta das 12h40, Augusto saiu novamente, sozinho e usando outra roupa. Nas imagens, ele aparece carregando uma caixa plástica que aparentava estar pesada antes de deixar o prédio.
Apesar da confissão, os acusados deram explicações diferentes para o assassinato. Um deles afirmou que o crime ocorreu porque suspeitava de um relacionamento entre a vítima e sua ex-companheira. Já o segundo disse que o homicídio teria sido motivado por uma comentário de cunho sexual feito pela vítima.
O corpo esquartejado foi encontrado em caixas descartadas em contêineres de lixo na região da QN 7, no Riacho Fundo I. Segundo a Polícia Militar, a cabeça e as pernas estavam em locais diferentes.
A Polícia Civil informou que um policial militar da reserva encontrou uma caixa preta no chão, percebeu que ela era muito pesada e, ao abri-la, encontrou as pernas da vítima. Em seguida, ele acionou a PM.
Durante as buscas na região, policiais localizaram outro contêiner, a cerca de 70 metros do primeiro ponto. No local havia uma caixa vazia com marcas de sangue e, logo abaixo, outra caixa maior contendo o restante do corpo de Sidnei.
O julgamento segue em andamento no Tribunal do Júri do Distrito Federal.









