Advogados deixam defesa de técnico de enfermagem preso por mortes em UTI

Foto: Reprodução

Os advogados Marcus Eduardo Miranda Martins e Gabrielle Vieira Santana renunciaram à defesa do técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, preso sob suspeita de envolvimento em três homicídios ocorridos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga.

O pedido de renúncia foi protocolado e obtido pela imprensa. Até o momento, não há informações sobre quem assumirá a defesa do investigado. Em declarações anteriores, a defesa afirmou que não existe sentença condenatória nem decisão judicial que reconheça a prática de crime por parte de Marcos Vinícius e negou a veracidade de informações divulgadas sobre a vida pessoal dele.

O Hospital Anchieta, por sua vez, informou em nota enviada à imprensa que o técnico de enfermagem teria agido de forma intencional e criminosa nas mortes registradas na UTI. Além dos homicídios, Marcos Vinícius também é acusado por uma colega de trabalho, Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, de tentar matá-la enquanto ela estava internada na unidade após uma cirurgia. Amanda relatou, por meio de seu advogado, que mantinha um relacionamento extraconjugal com o técnico. Ela também é investigada no caso.

As investigações apontam ainda a participação de Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, que também foi presa. Imagens obtidas pela polícia mostram os três suspeitos na UTI do hospital manipulando medicamentos e realizando aplicações em pacientes. Segundo a Polícia Civil, os investigados teriam administrado doses elevadas de remédios que provocaram parada cardíaca nas vítimas. Em um dos episódios, conforme informou o delegado Wislley Salomão, Marcos Vinícius teria injetado desinfetante na veia de uma paciente, que morreu logo em seguida.

As vítimas foram identificadas como João Clemente Pereira, de 63 anos; Marcos Moreira, de 33; e Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos. O próprio Hospital Anchieta comunicou o caso à polícia após identificar situações consideradas atípicas envolvendo os óbitos e instaurar uma apuração interna.

A investigação faz parte da Operação Anúbis, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em 11 de janeiro. Na primeira fase, dois suspeitos foram presos temporariamente, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços de Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas. Materiais recolhidos durante as diligências seguem em análise.

A segunda fase da operação ocorreu no dia 15 de janeiro, com o cumprimento de mais um mandado de prisão temporária e novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia. A PCDF informou que todas as mortes registradas durante os plantões dos técnicos de enfermagem presos serão investigadas. Inicialmente, a apuração se concentra no Hospital Anchieta, mas pode ser ampliada para outros hospitais do Distrito Federal onde os suspeitos tenham atuado.

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