O ano de 2026 começou com boas notícias para a fauna do Distrito Federal. Nesta quinta-feira (08/01), o Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre deu as primeiras altas do ano e celebrou a recuperação de animais que chegaram à unidade debilitados e hoje estão prontos para voltar à natureza.
Entre os pacientes que deixaram o hospital estão um filhote de bugio, diversas aves e um jacaré resgatado após cair na piscina de uma casa em Planaltina. O réptil chegou em estado delicado, com desidratação e hipotermia, mas respondeu bem ao tratamento e foi considerado apto a retornar ao ambiente natural, em área adequada.
Todos os animais que recebem alta no hospital seguem para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama, onde passam por uma nova etapa antes da soltura. Ali, permanecem em quarentena, são reavaliados física e comportamentalmente e só são liberados quando demonstram instinto de sobrevivência e autonomia, sem dependência do contato humano.
Nos primeiros dias deste ano, cerca de 100 animais, entre aves, mamíferos e répteis, já passaram pelo hospital. Em 2025, foram aproximadamente 3 mil atendimentos, o que reforça o papel da estrutura na preservação da fauna do DF e do Entorno. Segundo o biólogo e coordenador Thiago Marques, a maioria dos resgates começa com a própria população, que aciona os órgãos ambientais ao encontrar animais em situação de risco em áreas urbanas.
Dentro da unidade, os pacientes recebem cuidados que vão além do tratamento clínico. A equipe trabalha com alimentação adequada para cada espécie e técnicas de enriquecimento ambiental, que ajudam a recuperar comportamentos naturais, como caça, fuga e interação com o ambiente. O objetivo é garantir que, ao sair, o animal tenha condições reais de sobreviver fora do cativeiro.
Entre os casos recentes está o de um cachorro-do-mato resgatado no fim de 2025 dentro de um hangar do Aeroporto Internacional de Brasília. Após exames laboratoriais, tratamento contra verminoses e acompanhamento nutricional, o animal está recuperado e seguirá para o Cetas, etapa final antes de ser devolvido à natureza em área preparada para recebê-lo.









