Anderson Torres fica em silêncio durante depoimento à PF

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-ministro da Justiça Anderson Torres preferiu permanecer em silêncio durante seu depoimento à Polícia Federal, nesta quarta-feira (18/1). De acordo com o advogado de Torres, ele ficou em silêncio durante depoimento porque a defesa ainda não teve acesso aos autos.

O ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal é investigado por suposta omissão nos atos do dia 8 de janeiro, que culminaram na depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

O depoimento do ex-ministro teve duração de aproximadamente 1h20 e ocorreu no 4º Batalhão, no Guará II, onde ele se encontra preso preventivamente por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes.

Torres estava em viagem aos Estados Unidos no dia em que as depredações se desenrolaram no Distrito Federal.

Após investigações comandadas pelo interventor federal da Segurança Pública do DF, Ricardo Capelli, evidencia-se que o governador do Distrito Federal, pode ter sido vítima de uma possível sabotagem, orquestradas pelos seus próprios auxiliares, responsáveis pelo sistema de Segurança Pública. “Após o Anderson Torres ter assumido a secretaria, ele exonerou boa parte do comando, e viajou aos Estados Unidos sem estar de férias, uma vez que, segundo o Diário Oficial do DF, suas férias teriam início no dia 9, após o ocorrido”, disse o interventor.

Foi baseada nesses elementos, que o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão imediata do ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coronel Fábio Augusto, que já se encontra recolhido, além de decretar a prisão do ex-secretário de Segurança Pública do DF, e ex-ministro da justiça, Anderson Torres, que deve se apresentar para cumprir a decisão da justiça.

No início de segunda-feira (9/1), logo após ter sido exonerado do cargo de secretário, Anderson Torres publicou um pronunciamento pelo Twitter dizendo que foi “surpreendido pelas lamentáveis cenas” em Brasília durante seu “segundo dia de férias”.

“Lamento profundamente que sejam levantadas hipóteses absurdas de qualquer tipo de conivência minha com as barbáries que assistimos. Estou certo de que esse execrável episódio será totalmente esclarecido, e seus responsáveis exemplarmente punidos”, escreve o comunicado.

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