A comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coronel Ana Paula Habka, afirmou que a corporação “jamais vai admitir interferências em suas ocorrências”. A declaração foi dada nesta quarta-feira (18/2), durante coletiva de imprensa sobre o balanço do Carnaval, dias após uma confusão envolvendo o deputado distrital Fábio Félix (PSOL-DF).
O parlamentar relatou que levou um jato de spray de pimenta no rosto enquanto participava do bloco Rebu, na segunda-feira (16/2). Segundo ele, a situação ocorreu quando tentava acompanhar e mediar a prisão da coordenadora do bloco, Dayse Hansa. Félix afirmou que se identificou como deputado distrital e presidente da Comissão de Direitos Humanos, mas, mesmo assim, foi empurrado e atingido pelo spray diretamente nos olhos.
De acordo com a PMDF, a confusão começou após a prisão de duas pessoas que estariam com drogas. A corporação informou que os entorpecentes foram encontrados por cães farejadores e que houve apreensão de pequena quantidade de maconha e um cigarro já preparado. Ainda segundo a polícia, a coordenadora do bloco teria tentado impedir a ação dos militares. A comandante classificou a atuação dos policiais como legítima e disse que a condução envolvendo o deputado será apurada.
O porta-voz da PMDF, major Raphael Broocke, declarou que o uso do spray ocorreu depois que o parlamentar teria encostado em um policial que fazia uma barreira.
Também presente na coletiva, o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, ressaltou que, enquanto a população aproveita a festa, as forças de segurança estão trabalhando. “Farda não é fantasia”, afirmou.
O caso segue sob investigação para apurar a conduta dos envolvidos.







