Autores da maior chacina do DF recebem, somados, mais de mil anos de prisão

Foto: Reprodução

Os cinco réus acusados de participar da maior chacina da história do Distrito Federal foram condenados pelo Tribunal do Júri de Planaltina. Somadas, as penas passam de 1.258 anos, 2 meses e 8 dias de prisão.

A sentença foi dada mais de três anos depois da sequência de crimes que matou 10 integrantes da mesma família entre o fim de 2022 e o início de 2023. Segundo a investigação, o grupo arquitetou o extermínio para tomar uma chácara no Itapoã, avaliada na época em cerca de R$ 2 milhões, e também para obter dinheiro das vítimas.

O caso ganhou dimensão inédita no DF pela forma como os assassinatos foram executados. As vítimas foram atraídas uma a uma, rendidas, mantidas em cativeiro e mortas em etapas. Parte dos corpos foi escondida, outra parte foi incendiada dentro de veículos, numa tentativa de dificultar a investigação.

Entre os condenados, a maior pena ficou com Gideon Batista de Menezes, apontado como um dos articuladores centrais do plano. Ele recebeu 397 anos, 8 meses e 4 dias de reclusão, além de detenção e multa. Carlomam dos Santos Nogueira foi condenado a 351 anos, 1 mês e 4 dias. Horácio Carlos Ferreira Barbosa recebeu 300 anos, 6 meses e 2 dias. Fabrício Silva Canhedo foi sentenciado a 202 anos, 6 meses e 28 dias. Já Carlos Henrique Alves da Silva foi condenado a 2 anos de reclusão, após absolvição em parte das acusações.

O crime ocorreu entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, e o julgamento foi concluído agora, em abril de 2026, ou seja, mais de três anos depois da chacina que abalou o Distrito Federal.

De acordo com a denúncia, o plano começou com a rendição de Marcos Antônio Lopes de Oliveira, patriarca da família. Depois, os criminosos passaram a usar celulares das próprias vítimas para atrair outros parentes ao cativeiro. Assim, foram sendo capturados e mortos, em sequência, filhos, ex-companheira, nora e três crianças.

Os assassinatos ocorreram em diferentes pontos do DF, de Goiás e de Minas Gerais. Em um dos episódios mais brutais do caso, Elizamar da Silva e os três filhos pequenos — Rafael, Rafaela e Gabriel — foram levados para Cristalina (GO) e mortos. Em outra frente, Renata e Gabriela foram levadas para Unaí (MG), onde também acabaram assassinadas. Já Cláudia, Ana Beatriz e Thiago tiveram os corpos ocultados em uma cisterna.

O julgamento começou na segunda-feira (13/04) e se estendeu por seis dias, com depoimentos de testemunhas, interrogatório dos réus e horas de debate entre acusação e defesa. Pela duração, o júri já é apontado como o segundo mais longo da história do DF.

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