Neste início de 2026, mais de 96 mil quilos de alimentos que perderiam valor comercial ganharam novo destino no Distrito Federal. O volume foi redistribuído a 57 entidades nos três primeiros meses do ano, dentro de uma rede que reaproveita produtos ainda próprios para consumo e os encaminha a quem mais precisa.
O programa Desperdício Zero, das Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF), funciona como uma ponte entre o excedente gerado no abastecimento e as instituições que atendem famílias em situação de vulnerabilidade. Entram nesse fluxo frutas, verduras e outros alimentos que já não servem para a venda, seja porque estão muito maduros ou porque apresentam pequenas avarias, mas continuam adequados para o consumo humano.
Depois de recebidos, os produtos passam pelo banco de alimentos, onde são separados, pesados e organizados para distribuição. É essa estrutura que permite que mercadorias descartadas comercialmente sejam reaproveitadas de forma rápida e cheguem às entidades cadastradas.
Hoje, o banco de alimentos mantém cerca de 200 instituições cadastradas e atende, em média, 120 dentro desse eixo de atuação. Na prática, isso significa que o alimento retirado de bancas, galpões e propriedades rurais volta a circular em outra ponta, agora como apoio direto a organizações sociais do DF.
Os números mais recentes mostram que o programa mantém ritmo forte. Em 2025, foram arrecadados 480.347,35 quilos de alimentos, com atendimento a 187 instituições. Ao longo do ano passado, a iniciativa alcançou cerca de 60 mil pessoas.
Com os 96.248 quilos já destinados apenas no primeiro trimestre de 2026, o programa segue ampliando o reaproveitamento de alimentos e reduzindo perdas dentro da cadeia de abastecimento, ao mesmo tempo em que reforça o suporte a entidades assistenciais do Distrito Federal.






