O Tribunal do Júri de Planaltina decidiu que quatro dos cinco acusados de matar 10 pessoas da mesma família no Distrito Federal entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023 vão a júri popular. A Justiça, no entanto, ainda não marcou data para o julgamento. O caso ficou conhecido como a maior chacina da história da capital federal e envolveu a família da cabeleireira Elizamar da Silva.
Os réus Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva estão presos e são acusados de: homicídio qualificado, extorsão mediante sequestro seguida de morte, destruição, obstrução e ocultação de cadáver, corrupção de menores e formação de quadrilha e crimes de tortura.
Relembre o caso
A família da cabeleireira Elizamar Silva, de 39 anos, incluindo três crianças, foram mortos. Segundo a investigação, a motivação da chacina foi a posse de uma chácara, avaliada em R$ 2 milhões. No terreno que teria originado a disputa moravam Marcos Antônio Lopes de Oliveira, Renata Juliene Belchior e Gabriela Belchior. Eles eram sogro, sogra e cunhada da cabeleireira, respectivamente.
As vítimas são:
- Elizamar Silva, de 39 anos: cabeleireira;
- Thiago Gabriel Belchior, de 30 anos: marido de Elizamar Silva;
- Rafael da Silva, de 6 anos: filho de Elizamar e Thiago;
- Rafaela da Silva, de 6 anos: filha de Elizamar e Thiago;
- Gabriel da Silva, de 7 anos: filho de Elizamar e Thiago;
- Marcos Antônio Lopes de Oliveira, de 54 anos: pai de Thiago e sogro de Elizamar;
- Renata Juliene Belchior, de 52 anos: mãe de Thiago e sogra de Elizamar;
- Gabriela Belchior, de 25 anos: irmã de Thiago e cunhada de Elizamar;
- Cláudia Regina Marques de Oliveira, de 54 anos: ex-mulher de Marcos Antônio;
- Ana Beatriz Marques de Oliveira, de 19 anos: filha de Cláudia e Marcos Antônio.
As investigações apontam que o crime começou em 28 de dezembro do ano passado, quando Marcos Antônio, Renata e Gabriela foram rendidos por Carlomam e o adolescente. A família foi levada para um cativeiro, em Planaltina. Marcos acabou sendo baleado e morto.
Além da chácara, o grupo queria R$ 200 mil obtidos por Cláudia Regina com a venda de uma casa. Por este motivo, no início de janeiro, os criminosos também sequestraram Cláudia e Ana Beatriz, que foram levadas até o cativeiro de Planaltina.
Por fim, o grupo atraiu Thiago, a esposa Elizamar e os três filhos do casal. Todos foram mortos em diferentes momentos ao longo dos dias em que ficaram sob ameaça dos criminosos.
Enquanto estavam no cativeiro, os membros da família foram obrigados a passar dados pessoais sobre contas bancárias e cartões de crédito para os criminosos, segundo os investigadores.
De acordo com a polícia, Gideon, Horácio e Carlomam dos Santos Nogueira eram os principais articuladores dos crimes. Já Fabrício Silva Canhedo era responsável por cuidar das vítimas que ficavam no cativeiro. O quinto acusado, Carlos Henrique, conhecido como Galego, participou do sequestro e da morte de Thiago.
Já o adolescente envolvido foi chamado para participar da primeira parte do crime, quando Marcos Antônio foi morto e Renata e Gabriela foram sequestradas. Ele teria desistido de continuar no esquema por causa da crueldade do crime, segundo a PCDF.







