Defesa de técnica presa por mortes em hospital pede revogação de prisão

Foto: Repordução/Redes Sociais

Prestes a completar um mês detida, a técnica de enfermagem Amanda Rodrigues, 28 anos, entrou com pedido para revogar a prisão preventiva. Ela é investigada por suspeita de participar da morte de três pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga.

A prorrogação da prisão foi autorizada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), a pedido da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A decisão, anunciada em 10 de fevereiro, estendeu a detenção por mais 30 dias. Com isso, Amanda, que completa um mês presa nesta quinta-feira (19/2), deve permanecer custodiada pelo menos até o fim do novo prazo.

O advogado da investigada, Liomar Torres, afirma que não há justificativa para manter a cliente presa. Segundo a defesa, já foi apresentado recurso contra a decisão, sob o argumento de que não existem fundamentos suficientes para a prisão cautelar.

Além de Amanda, também estão presos preventivamente os técnicos de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22. Conforme as investigações, os três teriam aplicado doses elevadas de medicamentos em pacientes da UTI, o que teria provocado paradas cardíacas. As vítimas são João Clemente Pereira, 63 anos; Marcos Moreira, 33; e Miranilde Pereira da Silva, 75.

De acordo com a apuração, as doses teriam sido aumentadas em até dez vezes, tornando-se tóxicas. Em um dos casos, também há suspeita de uso de detergente. As prisões ocorreram durante a Operação Anúbis, que segue em andamento. A expectativa é que o inquérito seja concluído nas próximas semanas, após a análise de laudos e depoimentos.

O caso veio à tona depois que o próprio hospital comunicou à polícia situações consideradas atípicas envolvendo os pacientes. A primeira fase da operação foi deflagrada em 11 de janeiro, quando dois suspeitos foram presos temporariamente e mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas (GO).

As defesas dos investigados negam as acusações e afirmam que os fatos ainda estão sendo apurados. O Hospital Anchieta informou que abriu investigação interna por iniciativa própria e que colabora com as autoridades.

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