DF confirma casos de “gripe K” e morte de adolescente de 17 anos

Foto: Divulgação/Rede Oto

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou seis casos da chamada “gripe K” (H3N2) em 2026. Entre os pacientes, uma adolescente de 17 anos morreu após contrair a doença.

Os registros ocorreram entre os dias 5 e 11 de abril, durante a 14ª semana epidemiológica. No mesmo período, o DF contabilizou 1.627 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo 67 provocados pelo vírus influenza, incluindo os casos do subtipo H3N2.

A Secretaria reforçou que a vacinação é a principal forma de prevenção contra complicações da gripe. A campanha começou em 25 de março e já aplicou mais de 100 mil doses no Distrito Federal. A cobertura vacinal, no entanto, ainda é considerada baixa: cerca de 23% entre idosos, 19,5% em gestantes e 10% em crianças de 6 meses a menores de 6 anos.

A imunização está disponível gratuitamente em mais de 100 salas de vacina da rede pública. Neste momento, a campanha é voltada para grupos prioritários, como idosos, gestantes, crianças pequenas, pessoas com doenças crônicas e profissionais de áreas específicas. Para se vacinar, é necessário apresentar documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação.

A pasta alerta que o período entre março e abril marca o início da sazonalidade da gripe, o que pode levar ao aumento de casos nas próximas semanas. Apesar disso, o cenário segue dentro do esperado.

Além do DF, o estado de Goiás também registrou três casos da variante em cidades como Caldas Novas, Anápolis e Itumbiara. Segundo as autoridades locais, os pacientes apresentaram sintomas leves e se recuperaram.

A gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza, que sofre mutações frequentes. O subtipo H3N2 faz parte dessas variações, e o chamado “subclado K” surgiu a partir dessas mudanças genéticas. De acordo com especialistas, os sintomas são semelhantes aos da gripe comum, e não há evidências de que essa variante seja mais grave ou mais transmissível.

Ainda assim, pessoas mais vulneráveis, como idosos, gestantes e pacientes com doenças crônicas, devem procurar atendimento médico ao apresentar sinais como febre ou cansaço intenso. A meta da campanha no DF é vacinar mais de 1,1 milhão de pessoas, com objetivo de atingir 90% desse público.

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