Com a proposta de valorizar as múltiplas identidades culturais que formam o Distrito Federal, mais uma edição do DF Cultural vai agitar a capital com várias atrações gratuitas neste fim de semana. As apresentações do projeto da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec), em parceria com o Grêmio Recreativo Carnavalesco Cacique do Cruzeiro, serão no Eixo Cultural Ibero-americano, antiga Funarte. A animação de sábado (4/3) fica por conta do sambista Jorge Aragão.
O projeto vai agradar fãs de arte urbana, forró e samba. É o que promete o mestre do samba carioca, que no último 1° de março completou 74 anos, sendo 45 de carreira. As entradas são gratuitas, mediante retirada antecipada dos ingressos no site Sympla.
“Eu e minha equipe estamos preparando tudo com muito carinho para ser um show especial. Espero que todos gostem, precisamos sempre dessa alegria que a música nos traz”, comenta Aragão. “Minha relação com Brasília é muito forte. Sempre fui para fazer shows e compor. Estive envolvido com os meninos do grupo Coisa Nossa e tenho amigos muito queridos por aí. É uma cidade que realmente posso dizer que estou em casa, no meu quintal”, brinca, em entrevista à Secec.
Na sexta (3/2), a programação começa com artistas locais, com a presença do DJ Kacá, o grupo de rap Verdade Relatada e, na sequência, outro talento das picapes, o DJ Nauí. Nome de referência do hip hop do DF, o Tropa de Elite aproveita a apresentação para dar o pontapé inicial da turnê nacional do grupo. “Nossa expectativa para esse show é grande porque vamos apresentar músicas novas em inglês e em espanhol, além dos sucessos”, antecipa o rapper Marquim. “Essa apresentação vai abrir a porta da nossa turnê nacional, que começa em abril”, conta.
Crias de Ceilândia, conhecidos por hits nacionais como Opala 71 Azul e O Beck e o Contracheque, Marquim e companhia elogiam a iniciativa da Secec. “O DF Cultural é um projeto que chegou para revolucionar, é um evento onde a inclusão acontece”, elogia o artista. “É um projeto importante, porque a arte e a cultura salvam vidas. Tenho certeza de que vou desconstruir alguns mitos que rolam no meu segmento. Não vejo fronteiras. Se me chamarem de sambista direi que sou pagodeiro, se me chamarem de pagodeiro direi que sou sambista”, endossa Jorge Aragão.
DF Cultural
Com recursos de R$ 2 milhões, o DF Cultural nasceu da perspectiva de resgatar e enaltecer a importância que os primeiros moradores da capital e do Entorno tiveram na formação de identidade artística local. Uma influência que se fez acontecer por meio das experiências, tradições, memórias afetivas, enfim, da nostalgia cultural trazidas pelos pioneiros de diversas partes do país durante a construção e consolidação da nova capital.






