Duas visitantes foram presas em flagrante em menos de 24 horas ao tentarem entrar na Penitenciária do Distrito Federal I (PDF I), no Complexo da Papuda, com drogas escondidas nas partes íntimas. Segundo a Polícia Penal do Distrito Federal (PPDF), os entorpecentes apreendidos poderiam render mais de R$ 29 mil caso fossem comercializados dentro do sistema prisional.
O primeiro caso foi registrado na quarta-feira (22). Durante a revista de rotina, um scanner corporal apontou a presença de um objeto suspeito na região pélvica de uma visitante. Ela foi encaminhada ao Hospital Regional do Gama (HRG), onde retirou um pacote com cerca de 50 gramas de maconha do tipo ICE escondido na vagina. A substância foi confirmada como maconha em exame preliminar da Polícia Civil.
Menos de 24 horas depois, na quinta-feira (23), outra mulher também foi flagrada durante o procedimento de entrada na unidade prisional. Após levantar suspeitas dos policiais penais, ela foi levada à delegacia. Informada de que passaria por exames médicos, a visitante admitiu que escondia um invólucro no ânus. O pacote continha aproximadamente 98 gramas de cocaína, conforme exame preliminar.
As duas mulheres foram encaminhadas à 30ª Delegacia de Polícia, em São Sebastião, onde foram autuadas em flagrante por tráfico de drogas. Ao todo, foram apreendidos 148 gramas de entorpecentes.
De acordo com a Polícia Penal, caso a droga tivesse entrado na penitenciária, poderia gerar mais de R$ 29 mil para o crime organizado, já que os entorpecentes costumam ser vendidos por valores mais altos dentro das unidades prisionais.
A corporação destacou ainda que os flagrantes reforçam a eficiência dos protocolos de segurança adotados nas penitenciárias do Distrito Federal. As ações incluem o uso de scanners corporais, revistas realizadas por policiais penais e trabalho de inteligência para impedir a entrada de drogas e outros materiais proibidos.
Nos últimos dias, outros casos semelhantes também foram registrados. Em 16 de julho, uma visitante de 31 anos foi presa ao tentar entrar na unidade com cerca de 121 gramas de skunk escondidos no corpo. Já em 25 de junho, uma mulher de 42 anos foi flagrada transportando aproximadamente 192 gramas de dry, outro derivado da maconha, também oculto no corpo.









