Uma enfermeira foi agredida por uma paciente durante o plantão no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), na noite de domingo (9/8). Segundo o Sindicato das Enfermeiras e dos Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnf-DF), a profissional sofreu ferimentos no rosto, boca, mãos, braços e tórax, além de um forte abalo psicológico.
A enfermeira relatou que a paciente havia procurado o hospital com queixas de mal-estar geral, dor abdominal leve e dor ao urinar. Após passar pela classificação de risco, ela foi orientada a procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), pois a clínica médica do HRSam estava com bandeira vermelha para atendimento. A paciente havia sido classificada como azul, categoria destinada a casos de menor gravidade.
A mulher pediu um documento que comprovasse sua presença no hospital. A enfermeira explicou que não poderia fornecer um atestado porque a paciente havia apenas passado pelo acolhimento e não tinha sido consultada. Em seguida, a mulher pediu autorização para fotografar a tela do computador, o que foi permitido.
Segundo o relato da profissional, enquanto estava no local, a paciente começou a filmá-la com o celular. A profissional pediu que não fosse filmada e, nesse momento, teria sido atacada com vários golpes no rosto, pescoço, tórax, braços e mãos.
A Polícia Militar foi acionada após a agressão. A paciente, de 39 anos, foi levada pelos policiais para a 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia), onde a enfermeira registrou a ocorrência. O caso é investigado pela unidade da Polícia Civil.
O SindEnf-DF se manifestou sobre o caso e informou que a profissional passou por exame no Instituto Médico Legal (IML). A entidade também afirmou que a enfermeira trabalha há 21 anos na área e há 19 anos no Hospital Regional de Samambaia.
Em nota, o sindicato disse que a agressão aumenta o alerta sobre a segurança na unidade. Segundo a entidade, outras duas profissionais também foram agredidas no hospital em um curto período. O sindicato citou ainda registros de situações envolvendo a entrada de usuários com armas de fogo e armas brancas na unidade.
O SindEnf-DF pediu providências à Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), com reforço das medidas de segurança.







