O ex-deputado distrital Carlos Xavier foi condenado na madrugada desta quinta-feira (24/9) a 14 anos e 3 meses de prisão, em regime fechado, pela morte de um adolescente de 16 anos ocorrida em 2004.
Ewerton da Rocha Ferreira foi encontrado com marcas de tiros de revólver atrás de uma parada de ônibus no Recanto das Emas, em março daquele ano. O julgamento ocorreu na Vara Criminal e Tribunal do Júri da própria cidade.
Segundo a acusação, o ex-parlamentar encomendou a morte por acreditar que o jovem mantinha relacionamento com a mulher dele, e pagou R$ 15 mil pela execução. O homem apontado como executor afirmou ter recebido o valor e indicou Xavier como mandante.
A defesa sustenta versão oposta. Alega que ele foi incriminado em uma articulação político-policial e aponta como suspeita a circunstância em que surgiu a acusação: três policiais teriam permanecido horas na cela do executor, que no dia seguinte apontou o ex-deputado como mandante. A defesa afirma ainda que a desconfiança do réu envolvia outro homem, não o adolescente.
Xavier cumpriu três mandatos na Câmara Legislativa, eleito em 1994, 1998 e 2002, e passou por PPB, PSD e Democracia Cristã, sigla à qual está filiado.
Ele não foi preso imediatamente. Como disputa as eleições deste ano, permanecerá em liberdade até o fim do período eleitoral, quando deverá ser levado ao complexo penitenciário da Papuda.
O caso se arrasta há mais de duas décadas. Houve condenação anterior, anulada em 2024 após a apresentação de novos elementos, e o júri chegou a ser adiado diversas vezes antes de finalmente ocorrer.







