Nesta quinta-feira (22/01), uma operação foi deflagrada em diferentes cidades do Distrito Federal e Entorno para desarticular um esquema de fraudes envolvendo contratos de consórcio e supostos financiamentos, que teria causado prejuízo de pelo menos R$ 130 mil a consumidores entre 2024 e 2025.
A ação, batizada de Operação Promessa Fantasma, foi conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II), e cumpriu nove mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Ceilândia, Riacho Fundo, Vicente Pires, Samambaia, Itapoã e em Valparaíso de Goiás (GO).
O alvo principal é uma rede de empresas que oferecia serviços de consórcio e crédito a clientes de várias regiões administrativas.
De acordo com as investigações, os suspeitos atuavam a partir de um ponto físico identificado como PRIME CENTER, em Taguatinga, onde eram feitas as negociações comerciais com os consumidores.
Apesar disso, os contratos eram formalizados em nome de outros CNPJs ligados ao grupo, o que dificultava a identificação imediata dos verdadeiros responsáveis.
O inquérito aponta dois tipos principais de golpe. Em um deles, as vítimas eram convencidas a pagar uma entrada sob a promessa de “garantir” a contemplação rápida em consórcios. No outro, os investigados ofereciam supostos financiamentos, mas, na hora da assinatura, faziam o cliente firmar contratos de consórcio, em clara divergência da proposta inicialmente apresentada.
As ocorrências passaram a ser registradas a partir de 2024 e se estenderam até o fim de 2025. Até o momento, 23 pessoas procuraram a polícia relatando que não conseguiram reaver os valores pagos, mesmo após tentativas de cancelar os contratos ou cobrar o cumprimento do que havia sido prometido.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores é que algumas das empresas envolvidas sequer tinham registro junto ao Banco Central do Brasil (BACEN), condição básica para atuar regularmente no mercado de consórcios.
Após o aumento das denúncias, o grupo teria encerrado as atividades formais, deixando consumidores no prejuízo.
Com o cumprimento dos mandados, a PCDF recolheu documentos, computadores e outros equipamentos que podem comprovar a participação de cada investigado e mapear a trilha do dinheiro desviado.
O material apreendido será analisado para subsidiar futuros indiciamentos pelos crimes de estelionato, associação criminosa e eventuais delitos contra o sistema financeiro.
As autoridades reforçam que consumidores devem desconfiar de promessas de contemplação rápida, pagamentos adiantados sem garantia contratual clara e propostas que mudam na hora da assinatura. Em caso de dúvida, a orientação é consultar diretamente o Banco Central para verificar o registro da empresa e, diante de qualquer suspeita, registrar ocorrência em uma delegacia.







