O início de 2026 trouxe aumento nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha no Distrito Federal. Desde quinta-feira (1º/1), o litro da gasolina ficou R$ 0,10 mais caro nos postos. Em algumas regiões de Brasília, o valor chegou a R$ 6,59 nesta sexta-feira (2/1).
O reajuste é resultado da atualização do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e publicada no Diário Oficial da União. A decisão foi tomada em setembro de 2025 e passou a valer em todo o país a partir de 1º de janeiro.
Segundo o presidente do Sindicombustíveis-DF, Paulo Tavares, o aumento foi automático, já que as decisões do Confaz precisam ser unânimes entre os estados. Além da gasolina, o ICMS do diesel teve acréscimo de R$ 0,05, e o botijão de gás de cozinha (GLP) ficou, em média, R$ 5 mais caro no DF.
Com isso, o botijão de 13 quilos, que custava cerca de R$ 103,90, passou a ser vendido por aproximadamente R$ 108,90 a partir desta sexta-feira (2/1). De acordo com o Sindicato das Empresas Transportadoras e Revendedoras de Gás LP (Sindvargas), o reajuste está ligado às novas alíquotas do ICMS e também ao aumento de custos na cadeia de distribuição.
O presidente do Sindvargas, Sérgio Costa, explicou que as distribuidoras repassaram inicialmente cerca de R$ 1,04 no valor do botijão, mas outros custos, como frete, entrega e insumos, devem elevar o impacto final para cerca de R$ 5 ao consumidor.
Paulo Tavares também alertou que novos reajustes podem ocorrer, já que aumentos anteriores ainda não foram totalmente repassados. Segundo ele, nos últimos 40 dias, houve elevação acumulada de cerca de R$ 0,40 no etanol, R$ 0,23 na gasolina e R$ 0,21 no diesel.
As entidades do setor reforçam que os reajustes não são uma decisão das revendas, mas consequência direta do aumento da carga tributária e dos custos ao longo da cadeia de abastecimento.








