Grávida de sete meses é resgatada de cárcere no DF

Foto: Pixabay

Uma mulher de 36 anos, grávida de sete meses, foi resgatada de um imóvel em Ceilândia na segunda-feira (24/8). Segundo o relato apresentado aos investigadores, ela era mantida em cárcere privado e submetida a diferentes formas de violência.

A ação foi conduzida pela Seção de Atendimento à Mulher da 24ª Delegacia de Polícia, unidade da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) localizada no Setor O. O caso começou a ser apurado depois que a corporação recebeu uma denúncia anônima.

Com as informações fornecidas pelo denunciante, os agentes realizaram diligências para identificar o endereço. Ao entrarem no imóvel, encontraram a gestante com diversos hematomas pelo corpo, inclusive na região abdominal.

A vítima contou aos policiais que havia sido ameaçada, agredida e estuprada, além de sofrer violência psicológica. Como os fatos ainda estão sob investigação, os crimes relatados deverão ser confirmados durante o inquérito policial.

O suspeito não estava no imóvel no momento em que a mulher foi localizada. As buscas continuaram e ele acabou encontrado e preso em flagrante ainda na segunda-feira.

O homem foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais. A identidade dele não foi divulgada e também não foram informados oficialmente o tipo de relação mantida com a vítima ou por quanto tempo ela teria sido impedida de deixar o imóvel.

Até a última atualização, não havia informações públicas sobre o estado de saúde da mulher ou sobre as condições do bebê. A identidade da gestante e o endereço exato do resgate foram preservados.

A ocorrência chama atenção para a importância das denúncias feitas por familiares, vizinhos ou pessoas que percebam sinais de violência. Neste caso, uma informação repassada anonimamente permitiu que os policiais localizassem a vítima e interrompessem a situação denunciada.

Casos de violência contra a mulher podem ser comunicados pelo telefone 190, em situações de emergência, ou pela Central de Atendimento à Mulher, no número 180. A PCDF também recebe denúncias anônimas pelo telefone 197, opção zero, pelo canal on-line da corporação⁠ e pelo WhatsApp (61) 98626-1197.

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