A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) participou, na manhã desta quarta-feira (2/9), de uma operação nacional de combate ao abuso sexual infantil. A ação foi coordenada pela Polícia Federal e contou com a participação de polícias civis do DF e de outros 19 estados.
Até o momento, a operação resultou em 31 prisões em flagrante, no cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva e na apreensão de três adolescentes. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão simultaneamente nas 27 unidades da Federação.
No Distrito Federal, a investigação apontou que um homem de 33 anos armazenava mais de 300 arquivos com conteúdo de abuso sexual infantil. Após autorização da Justiça, policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão em um endereço na Asa Norte.
Durante a ação, diversos dispositivos eletrônicos foram apreendidos e serão encaminhados para perícia. As investigações apuram, neste momento, a possível prática do crime previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata de adquirir, possuir ou armazenar imagens, vídeos ou outros registros com cenas de sexo explícito ou pornográficas envolvendo crianças ou adolescentes. A pena prevista é de três a seis anos de prisão, além de multa.
A polícia também investiga se houve produção ou comercialização do material.
Segundo a PCDF, o combate a esse tipo de crime é uma prioridade, devido ao impacto contínuo causado pela circulação de imagens de abuso sexual infantil. O acesso, armazenamento ou compartilhamento desse conteúdo contribui para a revitimização das crianças e adolescentes retratados.
A apreensão dos arquivos e dos dispositivos eletrônicos pode ajudar a interromper a circulação do material e também auxiliar na identificação de responsáveis e de possíveis vítimas ainda não localizadas.
A operação reúne forças de segurança do Distrito Federal, Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
As investigações continuam.








