Homem é preso armado após perseguir ex por mais de um ano

Foto: Divulgação/PCDF

Um homem foi preso após ir armado ao posto de combustíveis onde a ex-companheira trabalhava, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), na tarde de domingo (30/8). A mulher percebeu a situação de risco e conseguiu pedir ajuda em uma unidade policial próxima.

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada e encontrou o suspeito no estabelecimento. Testemunhas relataram que ele apresentava sinais de embriaguez, estacionou próximo a uma das bombas e mostrou a um funcionário um carregador com munições.

Durante a abordagem, o homem teria resistido à prisão. Os militares precisaram usar técnicas de contenção para imobilizá-lo e concluir o flagrante sem que a mulher ou outras pessoas fossem atingidas.

Com o suspeito, foram apreendidos uma arma de fogo de fabricação caseira, um carregador com 17 munições intactas de calibre .40 S&W, uma faca e dois celulares. Não há informação de que disparos tenham sido efetuados no posto.

O episódio foi o ponto mais grave de uma perseguição que, segundo o relato apresentado à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), teria começado em maio de 2025, após o término do relacionamento.

Desde a separação, o ex-companheiro teria procurado a mulher insistentemente e enviado mensagens com conteúdo ameaçador pelo WhatsApp. A identidade da vítima foi preservada.

A ocorrência ficou sob responsabilidade da 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte). O suspeito não foi interrogado imediatamente porque, de acordo com os investigadores, apresentava sinais de embriaguez. O depoimento deverá ser colhido posteriormente.

O delegado Sérgio Bautzer afirmou que a rapidez com que a vítima pediu socorro e a intervenção dos policiais impediram que a situação tivesse um desfecho mais grave. Na avaliação inicial da autoridade policial, o homem teria ido ao local com a intenção de matar a ex-companheira.

Essa hipótese ainda deverá ser apurada durante a investigação. O caso será analisado no contexto de violência doméstica e familiar, conforme a Lei Maria da Penha. A tipificação definitiva das condutas dependerá da conclusão do inquérito e da avaliação das demais autoridades responsáveis.

A investigação também deverá examinar as mensagens enviadas à mulher, a origem da arma artesanal, a posse das munições e os relatos das pessoas que estavam no posto. Não foi informado se havia medida protetiva em vigor contra o suspeito.

Mulheres em situação de violência podem buscar orientação e registrar denúncias gratuitamente pelo Ligue 180⁠, que funciona 24 horas. Em situações de emergência ou risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.

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