Um homem que havia sido preso injustamente no Distrito Federal foi colocado em liberdade menos de 24 horas após a detenção, depois que a Justiça reconheceu a ilegalidade da prisão durante audiência de custódia realizada nessa terça-feira (19).
O caso contou com atuação da Defensoria Pública do Distrito Federal, que pediu a soltura imediata do detido após identificar inconsistências no processo relacionado ao mandado de prisão.
Segundo a DPDF, durante a entrevista inicial, o homem informou que teve os documentos furtados em 2016. A defesa dele também relatou que havia diligências em andamento em Goiás, onde tramitava o processo de execução penal ligado ao mandado.
Com base nas informações reunidas, a equipe da Defensoria acessou os autos do processo e verificou que a fotografia anexada no procedimento em Goiás não correspondia ao homem preso no DF. Os documentos foram apresentados na audiência de custódia e serviram de base para o pedido de relaxamento da prisão.
Apesar de os dados do mandado estarem corretos, ficou comprovado que terceiros utilizaram os documentos da vítima para praticar crimes. Diante das provas, a Justiça do Distrito Federal reconheceu a prisão ilegal antes mesmo de manifestação do juízo responsável pelo caso em Goiás.
O homem, que permaneceu preso por cerca de um dia por um crime que não cometeu, foi liberado imediatamente.
De acordo com a Defensoria Pública, o caso reforça a importância das audiências de custódia e do atendimento rápido realizado no DF. O órgão destacou que a atuação imediata da equipe permitiu identificar o erro rapidamente e evitar que a prisão indevida se prolongasse por mais tempo.








