O principal hospital pediátrico de alta complexidade da rede pública do Distrito Federal fez 3.732 cirurgias em 2024, 25,6% acima da meta. Também registrou 7.938 internações e 14.369 diárias de UTI, com resultados de 39% e 40% acima do previsto, respectivamente.
Os números são do relatório anual de acompanhamento do contrato de gestão do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (13/10). A unidade é administrada pelo Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe), organização social contratada pela Secretaria de Saúde. A comissão de avaliação concluiu que a execução foi “satisfatória” e que todas as metas do contrato foram cumpridas, sem descontos nos repasses.
O hospital ampliou a estrutura no período. Os leitos de UTI habilitados passaram de 38 para 56, e dez novos leitos foram abertos com investimento de R$ 2,2 milhões. A unidade também foi habilitada para o transplante de medula óssea de doador não aparentado, procedimento indicado para crianças que não têm familiar compatível. As diárias de cuidados paliativos dobraram em relação à meta, e os exames de imagem superaram o previsto em 52%.
Nem todos os indicadores atingiram o esperado. Foram 85.676 consultas médicas, 92,5% da meta, e 32 transplantes, quando eram previstos 36. A taxa de faltas em consultas chegou a 23%, ou seja, quase um em cada quatro pacientes agendados não compareceu. A média de permanência hospitalar ficou em 8,7 dias, acima do limite de oito dias fixado no contrato.
Na avaliação dos usuários, o hospital teve 97,3% de aprovação entre pais e responsáveis e 96,3% entre os pacientes, considerando as respostas “bom” e “ótimo”. A taxa de infecção em cirurgias ficou em 0,7%, abaixo do limite de 1%.
Em 2024, o Icipe recebeu R$ 343 milhões em repasses mensais: R$ 236,4 milhões para pessoal e R$ 106,6 milhões para custeio. Outros R$ 48,6 milhões vieram de termos aditivos, sobretudo para compra de equipamentos. O hospital terminou o ano com 1.747 contratados. O contrato de gestão foi prorrogado em 2024 por mais cinco anos, até setembro de 2029.









