Neste domingo (25/01), o Hospital Anchieta, em Taguatinga, divulgou uma nova nota pública sobre as mortes de três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva, caso que levou à prisão de três técnicos de enfermagem e está sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal. No texto, a instituição afirma que o principal suspeito, o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, teria agido de forma “dolosa, intencional e isolada”.
Segundo o hospital, foi a própria equipe interna que identificou “indícios de comportamentos atípicos relacionados com três óbitos ocorridos na instituição” e comunicou imediatamente o caso à Polícia Civil. A direção afirma que atuou de maneira “proativa, responsável e corajosa”, instaurando apuração interna rigorosa e fornecendo documentos e imagens para subsidiar o inquérito. A unidade reforça que também se considera vítima do episódio.
Na nota, o Anchieta sustenta que os fatos investigados não decorrem de falhas de rotina, mas de uma ação planejada. “No caso em apuração, o principal suspeito agiu de maneira intencional e criminosa, dissimulando condutas, burlando controles e violando conscientemente barreiras de segurança existentes – inclusive mecanismos de supervisão e dupla checagem –, com o objetivo deliberado de cometer o crime”, afirma o texto. A instituição ressalta que os atos seriam individuais e não representam a conduta da equipe como um todo.
O hospital destaca que mantém, há mais de 18 anos, uma Comissão Técnica Multiprofissional responsável por analisar 100% dos óbitos da unidade e encaminhar eventuais achados ao Núcleo de Segurança do Paciente. De acordo com a nota, foi justamente essa estrutura de governança clínica que permitiu detectar rapidamente “a existência de uma conduta individual, dolosa e intencional, totalmente incompatível” com os protocolos assistenciais.
Outro ponto enfatizado é o uso de tecnologia de vigilância na UTI. O Anchieta informa que possui câmeras em todos os 100 leitos de terapia intensiva e que esse sistema se mostrou “instrumento crucial para a rápida identificação da ação criminosa deliberada cometida pelo investigado e, inclusive, as condutas omissivas de outros envolvidos”. As imagens teriam ajudado a comprovar o comportamento suspeito e a acelerar a atuação da Polícia Civil.
A instituição também lembra certificações como a acreditação internacional da Joint Commission International (Gold Seal of Approval), a Acreditação ONA Nível 3 – Excelência – e o selo UTI Top Performer da Associação de Medicina Intensiva Brasileira. Segundo o hospital, esses reconhecimentos demonstram que a unidade opera “sob os mais elevados padrões de qualidade e segurança do paciente” e que os protocolos de medicação e assistência não guardam relação com o que classifica como “ato criminoso doloso e premeditado”.
O Anchieta reforça que atua no caso como denunciante e que, por causa do sigilo de justiça e da proteção de dados dos pacientes, não tem acesso integral ao inquérito nem pode divulgar detalhes clínicos ou cronológicos. “O Hospital permanece colaborando de maneira irrestrita e incondicional com as autoridades, de forma responsável, ética e transparente e solidariza-se com as famílias envolvidas nesse caso”, conclui a nota, reiterando confiança no trabalho da “imensa maioria” dos profissionais de saúde da instituição.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil do DF, que apura a participação dos três técnicos de enfermagem presos no caso e analisa a relação entre as condutas registradas em vídeo, os prontuários e os desfechos clínicos dos pacientes. Ainda não há previsão de conclusão do inquérito.
Confira a nota do Hospital Anchieta na íntegra:
O Hospital Anchieta vem a público prestar novos esclarecimentos sobre o caso atualmente sob investigação das autoridades policiais, reafirmando seu compromisso com a transparência, a segurança dos pacientes e a atuação ética e responsável com que sempre pautou sua conduta ao longo de seus mais de 30 anos de história.
Desde a identificação, pelo próprio hospital, de indícios de comportamentos atípicos relacionados com três óbitos ocorridos na instituição, o Hospital Anchieta atuou de forma proativa, responsável e corajosa, promovendo apuração interna rigorosa e provocando a atuação das autoridades policiais ao comunicar imediatamente tais fatos à Polícia Civil do Distrito Federal para as devidas responsabilizações. O Hospital segue inclusive colaborando e fornecendo todos os subsídios necessários às autoridades competentes para a devida apuração dos fatos que envolvem esse lamentável episódio, do qual o hospital também foi vítima.
O Hospital Anchieta se solidariza com os familiares das vítimas e repudia veementemente os atos criminosos investigados. A instituição também esclarece que esse episódio, de natureza DOLOSA, INTENCIONAL e ISOLADA, não reflete o trabalho incansável, ético e comprometido dos profissionais de saúde nem a trajetória de responsabilidade assistencial construída pela instituição ao longo de mais de 30 anos, dedicada a cuidar da vida das pessoas. Trata-se de uma conduta individual de criminosos, praticada à revelia do Hospital, dos valores da medicina e da assistência em saúde, que foi rapidamente identificada pelo próprio Hospital, investigada e neutralizada, com o imediato acionamento das autoridades competentes .
Cumpre lembrar que a atuação célere do Hospital Anchieta foi decisiva para a interrupção de uma ação criminosa, que desembocou na prisão rápida dos envolvidos, uma vez que o principal suspeito exercia atividades profissionais em outras empresas de saúde, o que poderia estender ainda mais os danos já ocasionados, se não estancados como foram .
É importante esclarecer que os sistemas de segurança na área da saúde são concebidos para reduzir riscos e prevenir falhas humanas não intencionais, e não para impedir atos criminosos dolosos praticados de forma deliberada por pessoas mal-intencionadas. No caso em apuração, o principal suspeito agiu de maneira intencional e criminosa, dissimulando condutas, burlando controles e violando conscientemente barreiras de segurança existentes – inclusive mecanismos de supervisão e dupla checagem –, com o objetivo deliberado de cometer o crime.
É fundamental ressaltar que a instituição mantém, há mais de 18 anos, uma Comissão Técnica Multiprofissional (composta por auditores internos, médicos, enfermeiros, farmacêuticos e fisioterapeutas, além de membros ad hoc) que se reúne semanalmente para analisar 100% dos óbitos ocorridos na unidade de saúde, avaliando a evolução clínica dos casos e encaminhando eventuais achados ao Núcleo de Segurança do Paciente para uma análise abrangente dos fatores contribuintes. Essa estrutura de governança clínica representa uma camada vital de segurança, focada na melhoria contínua da qualidade e na detecção de desvios. E foi justamente em razão da existência desse mecanismo permanente de controle e governança clínica que rapidamente foi detectada a existência de uma conduta individual, dolosa e intencional , totalmente incompatível e que não guarda nenhuma relação com os protocolos assistenciais .
Além disso, o Hospital Anchieta investe significativamente em tecnologia para a segurança do paciente, dispondo de câmeras de monitoramento instaladas em todos os 100 leitos de suas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) . Esse sistema de vigilância, que atua como uma barreira de segurança adicional, não apenas aprimora o monitoramento contínuo da assistência, mas também, no caso em questão, se revelou um instrumento crucial para a rápida identificação da ação criminosa deliberada cometida pelo investigado e, inclusive, as condutas omissivas de outros envolvidos.
A captação de provas inequívocas por meio desses recursos foi fundamental para subsidiar e acelerar a pronta intervenção das autoridades policiais, impedindo a continuidade de um ciclo que poderia ter causado danos ainda maiores, corroborando a eficácia dos sistemas de segurança do Hospital em situações extremas .
Para reforçar nosso compromisso contínuo com a excelência e a segurança, é imperioso destacar que o Hospital Anchieta possui certificações de reconhecimento internacional e nacional, como o prestigiado Gold Seal of Approval, da Joint Commission International (JCI), e a Acreditação ONA Nível 3 – Excelência, o selo máximo de qualidade hospitalar concedido no Brasil. Essas certificações atestam a adoção de padrões rigorosos de qualidade e segurança do paciente em todas as nossas práticas assistenciais e processos internos.
Adicionalmente, o Hospital mantém, há mais de cinco anos consecutivos, a certificação UTI Top Performer, concedida pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), em parceria com a Epimed . Este é um reconhecimento de grande relevância, atribuído às Unidades de Terapia Intensiva que demonstram os melhores desfechos clínicos – ou seja, os resultados obtidos pelos pacientes após o tratamento, considerando taxas de sobrevivência, tempo de internação e incidência de complicações, ajustados à gravidade inicial de cada caso. Essa avaliação abrange mais de 1.400 unidades em todo o país, e o posicionamento do Anchieta como “top performer” evidencia nosso alto desempenho na recuperação e no bem-estar dos pacientes em terapia intensiva. Tais reconhecimentos são a prova cabal de que a instituição opera sob os mais elevados padrões de qualidade e segurança do paciente.
O Hospital destaca que os procedimentos assistenciais, incluindo os fluxos de medicação e dispensação de fármacos, seguem protocolos rigorosos e não guardam relação com os fatos investigados, uma vez que, conforme amplamente divulgado pelas autoridades, trata-se de um ato criminoso doloso e premeditado, praticado com a intenção deliberada de causar o óbito das vítimas. Registra-se, inclusive, que um dos óbitos não envolveu sequer a administração de medicamento, mas a utilização de produto de higiene, reforçando o caráter intencional e alheio à rotina hospitalar.
A instituição reafirma que atua nesse caso na condição de vítima e denunciante e que não lhe foi franqueado acesso aos autos do inquérito, razão pela qual o fornecimento de informações adicionais deve ser solicitado diretamente às autoridades policiais. Em respeito ao sigilo médico, à legislação de proteção de dados pessoais e ao segredo de justiça decretado na investigação em curso, o Hospital Anchieta esclarece que não pode divulgar detalhes operacionais da investigação, cronologias, dados de pacientes ou informações individuais, cabendo exclusivamente às autoridades policiais e judiciais a condução e a divulgação de informações oficiais.
O Hospital permanece colaborando de maneira irrestrita e incondicional com as autoridades, de forma responsável, ética e transparente e solidariza-se com as famílias envolvidas nesse caso.
Reafirma sua confiança no profissionalismo, na ética e no compromisso da imensa maioria dos profissionais de saúde – técnicos de enfermagem, enfermeiros, médicos e demais equipes assistenciais –, que atuam incansavelmente, com responsabilidade e dedicação, na missão de cuidar da vida das pessoas.
O Hospital Anchieta confirma, por fim, seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, a qualidade da assistência, a verdade e a Justiça.







