Uma jovem de 23 anos denunciou ter sido dopada e estuprada após marcar de se encontrar com um homem que se apresentava como delegado de polícia e prometia ajudá-la a conseguir um emprego. O caso ocorreu na noite de terça-feira (10/3), em uma lanchonete de Águas Claras, no Distrito Federal.
Segundo o relato da vítima, durante a conversa no local, o homem pediu refrigerante para os dois. Após beber a bebida, ela começou a se sentir grogue e desorientada. Quando disse que iria embora, o suspeito se ofereceu para levá-la até sua casa, mas ela recusou e afirmou que pediria um carro de aplicativo.
Depois disso, a jovem disse que não se lembra de mais nada. Ela relatou que acordou apenas no dia seguinte, quarta-feira (11/3), nua, na cama do suspeito, em um apartamento em Águas Claras. O homem estava apenas de cueca. Ainda atordoada, ela conseguiu se vestir e sair do local.
De acordo com a vítima, ela acredita ter ficado dopada por mais de 24 horas dentro da residência. Em estado de desorientação, pediu um carro de aplicativo. Ao perceber a situação da passageira, o motorista decidiu levá-la diretamente para a 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte, onde o caso foi registrado.
A jovem passou por exames de corpo de delito e o caso foi encaminhado para a 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul, responsável pela investigação.
Em nota, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou que, desde o primeiro momento, foram adotadas medidas de atendimento à vítima, incluindo acolhimento, encaminhamento para medicação, preservação de vestígios e realização de exames periciais. A corporação também informou que foi instaurado um inquérito policial, que tramita com prioridade, para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar o autor.
A vítima contou que conheceu o suspeito por meio de uma amiga que havia conversado com ele em um aplicativo de relacionamento. O homem se apresentava como policial e compartilhava fotos usando uniforme. Durante as conversas, ele afirmou que poderia ajudá-la a conseguir trabalho, já que ela está no Distrito Federal para cursar direito e procurava emprego.

Segundo a jovem, o encontro foi marcado para as 20h em uma lanchonete de Águas Claras. O homem chegou cerca de uma hora depois do horário combinado, usando uma camisa camuflada com a inscrição “Forças Especiais” e dizendo que estava em uma viatura.
A Polícia Civil investiga o caso. Até o momento, o suspeito não foi localizado. De acordo com apuração, o homem é identificado como André Luiz Alves da Fonseca, de 41 anos. Ele responde a processos no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) relacionados a violência contra a mulher e uso ilegítimo de uniforme ou distintivo.






