Justiça nega devolução de celulares apreendidos de amigos de Pedro Turra

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) negou os pedidos de devolução dos celulares apreendidos de dois amigos de Pedro Arthur Turra Basso, investigado pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira, em Vicente Pires.

Os aparelhos foram recolhidos durante operações de busca e apreensão realizadas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) dias após a briga. Além dos celulares, notebooks e dispositivos de armazenamento também foram apreendidos.

Os dois amigos estavam com Pedro Turra no dia da agressão. Um deles foi responsável por gravar a confusão e afirmou à polícia que não interferiu porque acreditava que o amigo estaria “se defendendo” da vítima.

As defesas dos envolvidos solicitaram à Justiça a restituição dos bens apreendidos, mas os pedidos foram recusados. Em uma das decisões, o juiz considerou que devolver os aparelhos neste momento seria prematuro, já que os equipamentos ainda são importantes para o andamento das investigações.

Segundo o magistrado, os dispositivos podem ajudar na análise de mensagens, arquivos e dados armazenados em nuvem, além de contribuírem para esclarecer a dinâmica do crime. O juiz também destacou que ainda faltam laudos periciais a serem anexados ao processo.

Em outra decisão, a Justiça declarou a perda do objeto do pedido de restituição.

A família de Rodrigo Castanheira também pediu que os demais ocupantes do carro sejam investigados e responsabilizados. Durante coletiva realizada em fevereiro, o advogado Albert Halex afirmou que há indícios de que a agressão teria sido premeditada.

Segundo a defesa da família, os envolvidos já teriam participado de outras situações semelhantes. “Há um modus operandi”, declarou o advogado na ocasião.

Pedro Arthur Turra Basso está preso preventivamente no Complexo da Papuda desde 30 de janeiro deste ano. Ele responde pela morte de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, após uma briga ocorrida em 22 de janeiro, em Vicente Pires.

De acordo com as investigações, Rodrigo foi atingido com um soco e bateu a cabeça na porta de um carro. Ele ficou internado em estado gravíssimo por 16 dias, até ter a morte cerebral confirmada em 7 de fevereiro.

A audiência de instrução do caso está marcada para o dia 25 de maio, na 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras. Nessa etapa, serão ouvidas testemunhas, defesa, acusação e o próprio réu.

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