Justiça nega liberdade para técnica acusada de matar pacientes em UTI no DF

Foto: Repordução/Redes Sociais

A Justiça do Distrito Federal decidiu manter presa a técnica de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, investigada por suspeita de participação em três mortes ocorridas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. A decisão que negou um novo pedido de habeas corpus foi tomada nesta quinta-feira (26/2).

Amanda está detida desde 19 de janeiro, quando foi presa pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Segundo as investigações, ela e outros dois técnicos de enfermagem são suspeitos de aplicar doses elevadas de medicamentos em pacientes internados na UTI, o que teria provocado paradas cardíacas. As vítimas são João Clemente Pereira, de 63 anos; Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33; e Miranilde Pereira da Silva, de 75.

No pedido apresentado à Justiça, a defesa argumentou que as diligências restantes estão sob responsabilidade dos órgãos públicos e que a prisão não seria mais necessária. O advogado também afirmou que a gravidade do caso e a repercussão não justificam, por si só, a manutenção da detenção, e destacou que a investigada é ré primária, tem bons antecedentes e residência fixa. Para a defesa, medidas cautelares alternativas seriam suficientes.

Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que a prisão temporária ainda é essencial para a continuidade das investigações. De acordo com a decisão, ainda faltam diligências consideradas importantes, como perícia em aparelhos eletrônicos apreendidos e em dados armazenados em nuvem, análise de imagens do circuito interno de TV e novos depoimentos, incluindo os de um médico e de um enfermeiro que atenderam uma das vítimas.

O juiz afirmou que não houve mudança no cenário do processo que justificasse a revogação da prisão. Ele também ressaltou que o fato de parte das provas já estar com a polícia não elimina o risco de interferência na produção de novas evidências. Segundo o magistrado, os elementos reunidos até agora são fundamentais para esclarecer a dinâmica das mortes e a conduta de cada investigado.

Além de Amanda, também estão presos Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22, que cumprem prisão preventiva. A investigação teve início após o próprio hospital comunicar à polícia situações consideradas atípicas envolvendo os pacientes. A primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada em 11 de janeiro, com prisões e mandados de busca em endereços no Distrito Federal e em Goiás.

Em nota, o hospital informou que instaurou apuração interna por iniciativa própria e que tem colaborado com as autoridades. A instituição declarou ainda que não comentará detalhes do caso por causa do sigilo das investigações, mas reafirmou compromisso com a transparência.

Amanda permanece no Presídio Feminino do Distrito Federal, conhecido como Colmeia, pelo menos até 19 de março, quando termina o prazo da prisão temporária. O inquérito segue em andamento para esclarecer as circunstâncias das mortes e o possível envolvimento de cada suspeito.

Políticas de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.