A Justiça do Distrito Federal decidiu manter presa Jozielly Pereira Viana da Silva, de 37 anos, acusada de tentar matar o marido, de 61 anos, enquanto ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Marta. O pedido de prisão domiciliar foi negado na última sexta-feira (1º/5).
Na decisão, o juiz João Marcos Guimarães afirmou que não foram apresentados novos elementos que justificassem a revogação da prisão preventiva. A defesa alegou que a acusada tem bons antecedentes, possui uma filha menor e enfrenta problemas de saúde, mas, segundo o magistrado, não houve comprovação de doença grave. Ele também destacou que a filha da investigada tem mais de 12 anos.
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, Jozielly confessou ter colocado veneno no marido no dia 21 de abril. O homem permanece internado em estado grave e intubado. A mulher foi indiciada por tentativa de homicídio, com agravantes como motivo torpe e uso de meio que pode gerar perigo comum.
Segundo o depoimento, a mulher afirmou que agiu após sofrer ameaças do companheiro, que, de acordo com ela, dizia que poderia matar familiares e incendiar a casa. Ela também declarou que comprou “chumbinho” no mesmo dia do crime e admitiu que queria se vingar. Ao ser questionada, afirmou que ficaria em paz caso o marido tivesse morrido.
O caso começou a ser investigado após a equipe do Hospital Santa Marta identificar sinais clínicos incompatíveis com o estado de saúde do paciente e acionar as autoridades. A unidade informou que segue colaborando com as investigações e que adotou todos os protocolos de segurança.
A suspeita foi presa em casa por agentes da 21ª Delegacia de Polícia. O caso agora segue sob análise da Justiça.







