Justiça torna réu padrasto que matou e tentou estuprar enteada de 14 anos no DF

Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri de Planaltina aceitou a denúncia contra Marlon Carvalhedo da Rocha, de 28 anos, acusado de matar a enteada, Ester Silva, de 14 anos. Com a decisão, ele passa a responder formalmente pelo crime de feminicídio. Neste mês, ele também se tornou réu por roubo de veículo.

O assassinato ocorreu na madrugada de 18 de janeiro, no condomínio Total Ville 3, em Planaltina (DF). De acordo com as investigações, o homem saiu do quarto onde dormia com a companheira e foi até o cômodo onde a adolescente e a irmã estavam. A jovem foi encontrada morta com lesões no pescoço e no rosto.

À polícia, a mãe contou que, na noite anterior ao crime, a família jantou e tomou suco. Segundo ela, apenas ela e as filhas ficaram muito sonolentas. Durante a madrugada, ao acordar, percebeu que a filha mais nova estava em seu quarto. A menina teria dito que o padrasto mandou que ela dormisse ali. Ao ir até o outro quarto, a mãe encontrou a filha mais velha já sem vida.

Após o crime, o suspeito levou alguns pertences da casa, entre eles um celular. A polícia conseguiu localizá-lo por meio do GPS do aparelho, na região da Estância III. Ele foi preso pela Polícia Militar do Distrito Federal nas proximidades do condomínio e encaminhado à 16ª Delegacia de Polícia, em Planaltina. A mãe e uma tia da adolescente também prestaram depoimento.

Em interrogatório, Marlon confessou o assassinato. Ele afirmou que tentou usar drogas no apartamento durante a madrugada e que, após ser impedido pela adolescente, a enforcou. Questionado se estava arrependido, respondeu que sim. Segundo os policiais, o suspeito manteve comportamento frio no momento da abordagem.

O juiz Taciano Vogado destacou que, nesta fase do processo, são necessários apenas indícios de autoria e materialidade para o recebimento da denúncia. A comprovação definitiva dos fatos ocorrerá ao longo da instrução processual, com garantia do devido processo legal e da ampla defesa.

Além do feminicídio, Marlon também é acusado de ter roubado um carro no Itapoã (DF), no dia 13 de janeiro, cinco dias antes do assassinato. Na ocasião, o motorista perdeu o controle do veículo, bateu em uma viatura e depois em uma árvore. O réu já tinha passagens anteriores por estupro e roubo e cumpria prisão domiciliar.

Ele seguirá preso e será defendido pela Defensoria Pública do Distrito Federal.

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