Médica que teve corpo queimado em explosão de lancha no Lago Paranoá recebe alta

Foto: Reprodução

A médica goiana Maize Oliveira, de 34 anos, recebeu alta hospitalar após passar 16 dias internada devido às queimaduras sofridas no acidente com uma lancha que pegou fogo no Lago Paranoá, em Brasília. A dermatologista estava internada no Hospital de Queimaduras de Goiânia desde 20 de setembro.

Maize teve mais de 50% do corpo queimado e passou por sete procedimentos cirúrgicos, além de permanecer 10 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Nas redes sociais, ela comemorou a volta para casa e agradeceu o apoio de familiares e amigos.

“Quero agradecer imensamente a todas as orações de vocês e dizer que deu certo. Graças a Deus, eu estou curada. As lesões já melhoraram 90%. Foram dias de luta, dias de glória e dias difíceis. Mas eu consegui vencer”, afirmou.

Por causa das queimaduras no rosto, a médica ainda precisará usar uma máscara de proteção facial durante 90 dias.

Natural de Rio Verde (GO), Maize mora atualmente em Goiânia. O grupo que estava na lancha também era de Goiânia e havia viajado ao Distrito Federal para passar o fim de semana. Segundo os relatos, os integrantes não se conheciam antes da viagem.

A Marinha informou que a embarcação transportava 15 pessoas e era conduzida por um profissional contratado. Ao todo, 13 passageiros foram atendidos no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Além de Maize, outras três pessoas, dois homens e uma mulher, sofreram queimaduras graves. A última delas que permanecia internada no Hran recebeu alta em 22 de setembro.

Explosão

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado às 16h37 para atender à ocorrência, na altura do Setor de Clubes Sul. Uma equipe da Capitania Fluvial de Brasília, que fazia uma inspeção no Lago Paranoá, viu a fumaça e chegou ao local por volta das 16h40.

Os bombeiros combateram as chamas, que foram extintas por volta das 18h. O Samu-DF também prestou atendimento às vítimas.

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a explosão ocorreu após várias tentativas de ligar o motor da lancha, que não funcionava. Depois das tentativas, foi colocado combustível levado em um galão. Mesmo assim, o motor não ligou.

Na sequência, uma pessoa que aparentava trabalhar na marina se aproximou para ajudar o condutor. Durante novas tentativas de partida, houve uma explosão seguida de incêndio. Segundo depoimentos, o fogo teria começado na parte traseira da embarcação, perto da pia.

A Marinha do Brasil abriu um inquérito administrativo para apurar as circunstâncias e as possíveis causas do incêndio.

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