Uma mulher foi presa em flagrante pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na quinta-feira (08/01), em Ceilândia, suspeita de cometer maus-tratos contra a própria filha, de 11 anos. A prisão foi realizada por policiais da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte), após denúncias feitas por vizinhos.
De acordo com a investigação, a criança teria sido agredida após olhar o celular enquanto lavava a louça. Irritada com a situação, a mãe passou a espancar a menina. Policiais que estavam de prontidão conseguiram localizar e deter a suspeita ainda no local. Segundo o delegado-chefe Fernando Fernandes, a mulher estava bastante alterada e admitiu as agressões, afirmando que voltaria a bater na filha.
A menina apresentava diversas marcas de agressão pelo corpo, principalmente nas costas e nas pernas. Conforme apurado, ela teria sido atingida com uma sandália. A vítima foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames confirmaram os maus-tratos.
Além da criança de 11 anos, a mulher é mãe de um menino de 5 anos e de um bebê de oito meses. A polícia apura se os outros filhos também foram vítimas de agressões. Há relatos de que os episódios de violência vinham ocorrendo há algum tempo, com gritos frequentes das crianças, o que levou vizinhos a acionarem a polícia. Uma das testemunhas relatou, inclusive, ter sido ameaçada pela suspeita.
Apesar da prisão em flagrante, o caso segue em investigação. A mulher não possui antecedentes criminais e responderá pelo crime de maus-tratos, cuja pena pode chegar a seis anos de prisão. O pai das crianças, que estava trabalhando no momento das agressões, ficou responsável pelos filhos e lamentou o ocorrido.
A suspeita permanece à disposição da Justiça e deve passar por audiência de custódia. O Conselho Tutelar do Sol Nascente foi acionado e ficará responsável pelo acompanhamento do caso e pela adoção das medidas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Lei Henry Borel.
A PCDF reforça a importância das denúncias para a proteção de crianças e adolescentes. Informações podem ser repassadas pelo telefone 197, com garantia de sigilo e anonimato.









