Uma mesária foi detida na manhã deste domingo (25/10), na Escola Classe 22, no Setor Central do Gama, suspeita de pedir votos e fazer propaganda em favor do presidente Lula (PT) durante a votação do segundo turno. A identidade dela não foi divulgada.
O caso foi confirmado pelo secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, em entrevista coletiva na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF).
“Uma mesária é suspeita de boca de urna, então o juiz notificou. Essa condução foi feita pela Polícia Militar, na Escola Classe 22, no Setor Central do Gama”, afirmou o secretário.
Segundo Patury, essa foi a ocorrência mais importante registrada no DF até o fim da manhã.
A legislação eleitoral proíbe que mesários e demais servidores da Justiça Eleitoral usem roupas ou objetos com propaganda de candidatos ou façam qualquer manifestação de preferência no local de votação.
A boca de urna, que é a tentativa de convencer o eleitor a votar em determinado candidato no dia da eleição, é crime punido com detenção de seis meses a um ano, que pode ser trocada por prestação de serviços à comunidade, além de multa.
Desde terça-feira (20/10), nenhum eleitor pode ser preso, salvo em flagrante delito, por sentença por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto. Mesários em serviço também têm essa proteção, exceto em caso de flagrante.
A votação segue até as 17h, no horário de Brasília. Irregularidades podem ser denunciadas pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, ou pelo 190.









