Moradores de São Sebastião começaram esta semana com uma explicação para as quedas de energia que vinham enfrentando: na última semana, uma operação desativou duas mineradoras de criptomoedas que furtavam eletricidade na região, causando prejuízo financeiro e instabilidade na rede.
A ação foi resultado de trabalho conjunto entre a Neoenergia Brasília e a 30ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal (30ª DP/PCDF). Nos imóveis fiscalizados, as equipes encontraram cerca de 90 máquinas de mineração ligadas 24 horas por dia, conectadas de forma clandestina à rede. Os estabelecimentos foram interditados, e os equipamentos, apreendidos.
Segundo a Neoenergia Brasília, o esquema gerou um consumo irregular estimado em R$ 400 mil, equivalente ao abastecimento mensal de aproximadamente 3 mil residências. Além da perda financeira, o furto de energia provocava sobrecarga no sistema, contribuindo para oscilações e interrupções que afetavam moradores, comerciantes e produtores rurais.
A distribuidora lavrou Termos de Ocorrência de Irregularidade (TOIs) para viabilizar a cobrança da energia desviada e regularizou as ligações clandestinas. Já os responsáveis pelos pontos de mineração foram conduzidos pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que instaurou inquérito para apurar outros crimes eventualmente relacionados à prática.
O furto de energia, conhecido como “gato”, é crime previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena que pode chegar a oito anos de reclusão. Além do risco jurídico, a prática é perigosa: improvisos na rede podem causar curtos-circuitos, incêndios, choques elétricos e danos irreversíveis a equipamentos.






