A morte do estudante Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, registrada neste sábado (7/2), muda de forma significativa o andamento do processo criminal que envolve o ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos. O caso, que até então era tratado como lesão corporal gravíssima, passa a ser analisado como possível lesão corporal seguida de morte, crime com pena mais alta, que pode chegar a 12 anos de prisão.
Rodrigo estava internado em estado grave desde o dia 22 de janeiro, após sofrer um traumatismo craniano durante uma briga em Vicente Pires. Ele permanecia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, em Águas Claras, mas não resistiu às complicações. A confirmação do óbito foi feita pelo advogado da família, Albert Halex.
Com a morte do adolescente, o inquérito, já concluído pela 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), foi encaminhado ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que agora avalia a reclassificação do crime. A lesão corporal seguida de morte ocorre quando há intenção de agredir, mas o resultado fatal não é desejado, diferindo do homicídio culposo, em que não existe intenção de ferir ou matar.
Pedro Arthur Turra está preso preventivamente desde o dia 30 de janeiro, quando foi detido em casa. Antes disso, ele havia sido preso e liberado após pagamento de fiança no valor de R$ 24 mil. Atualmente, segue à disposição da Justiça.
Segundo as investigações, a confusão começou após Turra arremessar um chiclete mascado em um amigo da vítima, o que gerou provocações e agressões. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o ex-piloto atinge Rodrigo com um soco. O adolescente cai, bate a cabeça em um carro, perde a consciência e chega a vomitar sangue enquanto era socorrido.
Em coletiva de imprensa, o delegado Pablo Aguiar afirmou que o investigado já teria se envolvido em outros episódios de violência, o que foi classificado como um comportamento preocupante. A defesa de Turra rebateu as declarações e alegou possível abuso de autoridade.
Após a repercussão do caso, surgiram outros registros policiais atribuídos ao ex-piloto, como agressão em local público, briga de trânsito e uma denúncia de coação contra uma adolescente em uma festa. Todas as ocorrências ainda estão sob apuração.
Familiares, amigos e colegas de escola de Rodrigo prestaram homenagens nas redes sociais e realizaram vigílias em frente à instituição onde ele estudava.
Enquanto o Ministério Público analisa a nova tipificação do crime, a morte do estudante representa um ponto decisivo no caso e pode resultar em consequências mais severas para o acusado.









