O Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) apresentou denúncia à Justiça de Goiás contra Andrey Suanno Butkewitsch, de 40 anos. O bombeiro militar do Distrito Federal foi denunciado por quatro tentativas de homicídio por balear uma maquiadora após uma briga em um bar em Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros.
O caso ocorreu em 28 de janeiro deste ano. A vítima foi a maquiadora Jully da Gama Carvalho, de 30 anos. A denúncia foi encaminhada nesta segunda-feira (4/3). Agora, cabe à Justiça de Goiás aceitar ou recursar o caso.
Segundo a promotoria responsável pelo caso, Andrey foi denunciado por homicídio tentado, quatro vezes, já que atirou quatro vezes contra o carro onde estavam quatro pessoas — dois tiros atingiram Jully na cabeça. A mulher passou por cirurgias e chegou a ficar internada no Hospital de Base. Ela recebeu alta e está em tratamento fisioterapêutico intensivo para a avançar na etapa de recuperação.
Andrey também foi denunciado por porte ilegal de arma de uso restrito.
O caso
Câmeras de segurança do estabelecimento registraram a confusão. Nas imagens, Jully aparece ao lado do marido, no balcão. O companheiro dela tirou satisfação com o militar porque ele teria encarado a mulher. Quando ela tentou afastar o companheiro, o outro homem o empurrou, que revidou com um soco. Nesse momento, começou uma briga generalizada e todos deixam o estabelecimento.
No lado de fora do bar, Jully, que estava acompanhada do noivo e outros dois amigos, vão embora, entram no carro e seguem para o local que estavam hospedados. No entanto, na rua, o bombeiro atira em direção ao veículo e acerta a vítima na cabeça.
“O militar e um amigo foram ao veículo da vítima e o militar efetuou um disparo no carro. O companheiro da vítima só ouviu o barulho e não percebeu nada. No trajeto, percebeu que a vítima estava passando mal e ela chegou a vomitar no carro. Foi quando ele percebeu que a moça havia sido alvejada na parte posterior da região encefálica”, afirmou o delegado responsável.
O bombeiro foi preso em flagrante por tentativa de quádruplo homicídio. Para não oferecer denúncia contra o amigo dele, o MP propôs um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP). O acordo e a denúncia ainda não foram apreciados pela Justiça goiana.
Em depoimento, o militar confessou ter atirado, mas disse que o disparo ocorreu na tentativa de “intimidar” os passageiros do veículo. No entanto, para os investigadores, o bombeiro quis atingir as vítimas. “A Polícia Civil entendeu que o militar teve, sim, a intenção de atingir qualquer uma das quatro pessoas que estavam nesse veículo. Ele agiu com dolo [intenção], no mínimo, eventual e será indiciado por homicídio qualificado, na modalidade tentada, contra as quatro vítimas”.






