Nesta segunda-feira (27/7), Fernanda Ladislau Soares, de 21 anos, foi localizada no Hospital de Base do Distrito Federal após permanecer desaparecida por quatro dias. A jovem passou por uma cirurgia depois de ser atingida por uma facada no peito.
Fernanda, que é uma mulher trans, não era vista desde a madrugada de quinta-feira (23/7). A confirmação de que ela estava internada foi feita por uma amiga que acompanhava as buscas e mantinha contato com a família.
Segundo o relato repassado pela amiga, a jovem contou que saiu com um homem no dia do desaparecimento e foi atacada durante o encontro. Após a agressão, o suspeito teria fugido levando o telefone celular da vítima. A versão ainda deverá ser confirmada pela investigação.
Fernanda havia sido vista pela última vez em Taguatinga Sul, região onde trabalhava, acompanhada do homem apontado como suspeito. Desde então, amigos e familiares tentavam descobrir o paradeiro dela.
Natural de Fortaleza, no Ceará, a jovem mudou-se para o Distrito Federal em busca de oportunidades de trabalho. Ela vivia no Riacho Fundo II e não retornou ao local após o desaparecimento.
Os pais de Fernanda, que moram no Ceará, foram avisados sobre o sumiço e registraram um boletim de ocorrência no domingo (26/7). A localização no hospital encerrou as buscas, mas abriu uma nova etapa para esclarecer as circunstâncias da agressão.
Até a última atualização, não havia informações oficiais sobre a identificação ou a prisão do suspeito. Também não foram divulgados detalhes sobre o local exato do ataque nem sobre a dinâmica que antecedeu o ferimento.
O estado de saúde atualizado de Fernanda não foi informado oficialmente. As fontes consultadas confirmam que ela precisou passar por cirurgia, mas não detalham o quadro clínico após o procedimento.
O caso deverá ser apurado pela Polícia Civil do Distrito Federal. A investigação poderá analisar o relato da vítima, imagens de câmeras, registros telefônicos e informações sobre o homem que esteve com ela antes do desaparecimento.
As circunstâncias ainda não permitem afirmar a motivação do ataque. Também não havia confirmação de que a agressão tenha ocorrido por transfobia, razão pela qual essa hipótese não é apresentada como fato.






